Atentado eliminou qualquer chance de moderação

ANÁLISE: Tom Perry

/ REUTERS, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2013 | 02h02

Se havia ainda qualquer esperança de que os generais que derrubaram o presidente eleito do Egito, Mohamed Morsi, há seis meses, pudessem reduzir a repressão contra opositores, o atentado de segunda-feira contra uma delegacia no Delta do Nilo acabou com ela. O país mais populoso do mundo árabe entrará em 2014 com divisões mais profundas e mais massacres nas ruas do que em qualquer outro momento de sua história moderna. As chances de a democracia florescer são menores a cada atentado e prisão.

Com grande parte da opinião pública ao lado do governo na decisão de banir a Irmandade Muçulmana, uma acomodação política tornou-se inconcebível. Ao mesmo tempo, grupos jihadistas estão intensificando os ataques, o que alimenta a ala dos radicais dentro do governo interino. Três anos após a queda de Hosni Mubarak, não há solução no horizonte.

É CORRESPONDENTE NO CAIRO

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