Stefan Rousseau/PA via AP
Stefan Rousseau/PA via AP

Atentado em Londres: pânico tomou conta de Westminster

Agressor atropelou um grupo de pessoas antes de bater com seu carro contra as grades do Parlamento e ser morto por agentes; 20 ficaram feridos

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2017 | 17h52

Um homem armado com facas e dirigindo um carro semeou o pânico nesta quarta-feira, 22, nas imediações do Parlamento Britânico, obrigando os parlamentares a se esconder e os turistas a fugir apavorados.

O agressor atropelou um grupo de pessoas na ponte de Westminster antes de bater com seu carro contra as grades do Parlamento, apunhalar um agente da Polícia e ser abatido pelos disparos das forças de segurança, depois de matar três pessoas e ferir 20.

A deputada Mary Creagh se encaminhava para votar quando viu guardas da segurança armados e uma multidão que lhes seguia.

"Encontrei 40 pessoas correndo até mim e gritando: 'volte, houve um tiroteio'", narrou à imprensa. O incidente ocorreu em uma das muitas entradas do Parlamento, e em minutos os carros da Polícia e as ambulâncias tomaram conta do local.

"Toda a equipe e a maioria dos deputados ainda estão presos dentro do edifício. Pelo que sei, estão inspecionando andar por andar", explicou Creagh. "Foi muito, muito assustador", declarou.



O líder dos democratas liberais, Tim Farron, contou que "a maioria das pessoas estava muito, muito nervosa".

"O Palácio de Westminster é um dos lugares mais seguros do planeta, mas também é um alvo", disse Farron, que foi levado a uma delegacia de polícia próxima junto com outros deputados.

Um funcionário de um dos edifícios perto do local explicou à AFP que estava "assustado e nervoso" com o atentado.

Os turistas, que se aproximam para ver o Big Ben ou para conhecer a roda-gigante London Eye, fugiram apavorados e depois olhavam estupefatos a ação da segurança.

Quem estava naquele momento na roda-gigante teve que esperar uma hora até que pudesse sair. Também havia alunos, que diariamente visitam o Parlamento ou qualquer uma das dependências oficiais da área, assim como a Abadia de Westminster. /AFP

 

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