Baz Ratner/Reuters
Baz Ratner/Reuters

Atentado em Tel-Aviv coloca mais incerteza sobre desfecho de ofensiva

Ao menos 21 pessoas ficaram feridas em ataque, autoria foi assumida por dois grupos palestinos

Roberto Simon, enviado especial a Tel-Aviv,

21 de novembro de 2012 | 12h36

TEL-AVIV - Um atentado à bomba no coração de Tel-Aviv nesta quarta-feira, 21, colocou mais incerteza sobre o desfecho da ofensiva militar na Faixa de Gaza. Pelo menos 21 civis ficaram feridos, 1 com gravidade. O ataque ocorreu enquanto as negociações no Cairo por um cessar-fogo entre Israel e o Hamas pareciam estar em fase final. Os bombardeios a Gaza e os tiros de foguete contra o sul de Israel continuam.

 

Desde o fim da Segunda Intifada, há mais de dez anos, a maior cidade israelense não vivia o terror dos atentados à bomba. Dois homens, que teriam colocado o explosivo dentro do ônibus, conseguiram fugir do local. Policiais e agentes da inteligência interna de Israel lançaram uma caçada aos suspeitos pelas ruas de Tel-Aviv, enquanto equipes de socorro atendiam às vítimas.

 

O atentado ocorreu a metros do Comando Central do Exército e do maior tribunal da cidade. O Estado acompanhou a retirada do ônibus do local, por um guincho, em meio a um forte cheiro de explosivos, vidros estilhaçados e partes da estrutura no interior do veículo retorcidas.

 

Assista à reportagem (o texto continua após o vídeo):

 

 

'Ataque terrorista'

 

Israel imediatamente qualificou a explosão de "ataque terrorista" e culpou o Hamas. Um porta-voz da facção islâmica, Sami Abu Zhuri, afirmou que "o Hamas abençoa o ataque e o vê como uma resposta natural ao massacre israelense em Gaza". Segundo a BBC, alto-falantes no território palestino anunciavam que o Hamas cometera o atentado em Israel.

 

Ilan Klein, chefe da equipe de socorro que atendeu às vítimas, afirmou ao Estado que a explosão ocorreu exatamente às 12h, quando havia dezenas de passageiros no ônibus da companhia Dan. Todos os feridos foram levados a um hospital da região. Marcela Azulai, israelense de 77 anos, estava em um ônibus atrás do que explodiu. Ela conta que ao escutar o forte estrondo vindo da frente, o motorista ordenou que todos descessem e saíssem correndo. Muito abalada momentos após o ataque, ela disse que o barulho da bomba a fez pensar que havia sido o seu ônibus que explodira.

 

Hoje é o oitavo dia de violência em Gaza e Israel. O número de palestinos mortos já passa de 125 e o de israelenses chegou a 5. Centenas ficaram feridos. A secretária de Estado, Hillary Clinton, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, estão no Cairo para tentar fazer avançar um acordo de cessar-fogo. A paz, porém, parece agora ainda mais inalcançável.

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