Atentado mata 3 e fere 20 em supermercado de Jerusalém

Em um ataque suicida, uma jovem de 18 anos detonou os explosivos que levava atados ao corpo à entrada de um supermercado em Jerusalém nesta sexta-feira à tarde (hora local), matando ela própria e mais duas pessoas e ferindo cerca de 20, segundo a polícia e os serviços de resgate israelenses. A explosão em um centro comercial em Kyriat Yovel, um bairro de trabalhadores judeus na parte sudeste da cidade, espalhou destroços na calçada. O porta-voz da polícia Gil Kleiman disse que a jovem detonou as bombas no momento em que um agente de segurança tentava retirá-la do supermercado. Os esforços do guarda "salvaram um grande número de vidas", disse Kleiman. Hanna Cohen, uma testemunha que falou à Rádio Israel, disse que estava prestes a entrar no supermercado quando houve uma violenta explosão. ?Vi pessoas voando pelos ares, braços e pernas", relatou. Ao chegarem ao local, os especialistas em desativação de bombas encontraram um morteiro que não havia explodido entre os que a atacante carregava com ela. Do lado de fora do estabelecimento, um homem sentado nos degraus chorava abraçado a duas crianças pequenas. Pelo menos 19 pessoas ficaram feridas, a maioria delas dentro do supermercado SuperSol, disseram os policiais. As Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, uma milícia ligada ao movimento Fatah, do líder palestino Yasser Arafat, assumiram a responsabilidade pelo atentado em um telefonema para a Associated Press, e identificaram a atacante como Ayat Akhras, do campo de refugiados de Dheisheh, em Belém. Quando a notícia da explosão se espalhou pelo campo de Dheisheh, alguns residentes celebraram com doces e tiros para o ar. Militantes palestinos promoveram dezenas de ataques a bomba durante os últimos 18 meses de conflitos no Oriente Médio. Desde o início da intifada, houve cerca de 50 atentados suicidas, e o ataque desta sexta-feira foi o segundo protagonizado por uma mulher.

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