A. Majeed/AFP
A. Majeed/AFP

Atentado mata 48 em mesquita no Paquistão

Mais de 100 ficaram feridos após explosão de homem-bomba em pleno Ramadã

Reuters e AP, O Estado de S.Paulo

20 de agosto de 2011 | 00h00

Ao menos 48 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na explosão de um homem-bomba numa mesquita em Jamrud, na região tribal do Paquistão. Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, mas militantes da Al-Qaeda e do Taleban são bastante ativos na área. Foi o maior ataque registrado no país durante o mês sagrado do Ramadã.

Entre 300 e 400 pessoas rezavam na mesquita no momento da explosão. Muitas delas se preparavam para deixar o local no momento do ataque. O templo fica na área de da tribo Kokikhel, que se opõe ao Taleban e apoia os esforços para expulsar os militantes da região. Autoridades acreditam que o atentado seja uma represália à morte de insurgentes do Taleban por membros da tribo.

O administrador das regiões tribais paquistanesas, Khalid Mumtaz Kundi, afirmou que o número de mortos deve aumentar, já que muitos feridos foram internados em estado grave. Testemunhas afirmaram que o homem-bomba era um adolescente. Imagens de TV mostram o prédio bastante danificado.

Sapatos, gorros e tapetes de oração estavam espalhados pelo chão, manchado de sangue. Ventiladores de teto ficaram retorcidos e algumas pareces desmoronaram com a explosão. Parte do teto do templo também ruiu.

Um dos fiéis que estavam na mesquita no momento do atentado afirmou que o terrorista estava num canto do templo, encostado numa parede. "Se estivesse no meio das pessoas que rezavam, a tragédia teria sido muito maior", contou.

O ataque foi o mais mortal desde 13 de maio, quando dois suicidas atacaram um centro de treinamento da polícia nos arredores de Peshawar, matando 98 pessoas.

Jamrud fica na região tribal do Passo do Khyber, a poucos quilômetros da fronteira afegã. A área é uma antiga base de militantes, onde insurgentes afegãos também buscam refúgio para escapar das tropas americanas. O Khyber também é uma região importante para os Estados Unidos e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), por ser rota de transporte de materiais enviados para as tropas no Afeganistão.

O número de atentados no Paquistão cresceu desde que forças especiais americanas mataram o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, nos arredores da capital paquistanesa, Islamabad.

Washington aumentou a pressão para que o Paquistão combata os extremistas e intensificou as incursões com aviões não tripulados em território paquistanês. Ontem, um desses aviões lançou dois mísseis contra uma casa na região tribal do Waziristão do Sul, matando quatro suspeitos.

 

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