Atentado mata 5 e fere 12 na Turquia

Grupo de rebeldes curdos ligado a partido separatista assumiu a autoria do ataque em Istambul

Efe,

22 de junho de 2010 | 04h52

Policiais turcos fazem a perícia do veículo atacado.

 

ISTAMBUL - Cinco pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas nesta terça-feira, 22, em um atentado a bomba contra militares turcos em Istambul, segundo a televisão da Turquia. Segundo a fonte, o ataque tinha como alvo dois ônibus militares que levavam pessoas a seus postos de trabalho.

Huseyin Avni Mutlu, governador de Istambul, explica que o atentado ocorreu às 07h35 locais (1h35 em Brasília), e acrescentou que uma das pessoas mortas é uma menina de 17 anos, filha de um oficial do exército, que ia com seu pai à caminho da escola.  Os outros três mortos eram sargentos do exército. Pelo menos um dos 13 feridos no ataque está hospitalizados em estado grave.

 

O grupo militante curdo Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK, na sigla em turco), assumiu a autoria do ataque, segundo uma agência de notícia próxima dos rebeldes. Eles são suspeitos de ter laços com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK).

 

Segundo a agência, os rebeldes disseram estar por trás das explosões e avisaram os civis para ficar longe de alvos das forças armadas. O TAK foi responsável por uma série de outros ataques fora do sudoeste curdo, onde o PKK é ativo na luta contra o Exército.

O atentado ocorreu depois que o ilegalizado PKK atacou várias posições militares no sudeste do país nos últimos dois meses e ameaçou atentar contra cidades na parte ocidental. Duas delegacias foram atacadas na noite de segunda-feira na província sudeste de Diyarbakir, deixando um soldado morto e outros dois feridos.

No último fim de semana, 30 pessoas morreram: 12 soldados e 18 rebeldes do PKK em enfrentamentos armados. Mais de 40 mil pessoas morreram em choques armados entre as forças de segurança e o PKK desde 1984, quando o movimento se levantou em armas para reivindicar mais autonomia para os 12 milhões de curdos que vivem na Turquia.

Tudo o que sabemos sobre:
atentadoTurquiaônibusterrorismo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.