Atentado mata 7 e deixa 14 feridos no oeste da China

Um ataque com bomba matou sete pessoas e deixou 14 feridas hoje na região de Xinjiang, extremo oeste da China. A área sofre com conflitos étnicos e com a violência separatista. A explosão ocorreu após um membro da etnia uigur conduzir um veículo carregado de explosivos até o meio de uma multidão no subúrbio da cidade de Aksu, no sudoeste de Xinjiang, disse Hou Hanmin, uma porta-voz do governo de Xinjiang.

AE-AP, Agência Estado

19 de agosto de 2010 | 08h43

"A polícia diz que foi um ato intencional porque o suspeito estava carregando artefatos explosivos", afirmou Hou em entrevista coletiva na capital regional de Urumqi, a cerca de 650 quilômetros de Aksu. Ela disse que o suspeito, ferido, foi capturado imediatamente. Alguns dos atingidos pela explosão estão em estado grave. "Os mortos são civis inocentes, de diferentes minorias étnicas."

Xinjiang sofre com conflitos étnicos nos últimos anos, entre eles os distúrbios do ano passado entre uigures, que são muçulmanos, e a maioria han, o que causou violência aberta em Urumqi. O governo afirma que 197 pessoas morreram nesses confrontos de 2009, enquanto centenas foram presas e mais de 20 acabaram sentenciadas à morte. Muitos uigures permanecem desaparecidos.

Os confrontos foram a pior violência étnica na China em décadas, mas Xinjiang sofre com uma série de ataques a bomba e outros tipos de violência, incluindo atentados contra as forças de segurança na época dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. O governo afirma ter impedido várias ações do tipo.

Controle

O sentimento de oposição ao governo entre os uigures é alimentado pelo forte controle exercido pelo Partido Comunista, restringindo o uso da língua, da cultura e da religião islâmica dos uigures. Há ressentimentos também contra a população migrante, que, segundo alguns uigures, é favorecida economicamente, em detrimento dos nativos da província.

O governo afirma que esses ataques são planejados por uigures que vivem no exterior, em áreas na fronteira na Ásia Central ou no Paquistão, por exemplo. O alvo dos ataques de hoje, porém, não está claro e também não se sabe o motivo do atentado.

As bombas caseiras são usadas em toda a China para vinganças em questões envolvendo problemas pessoais ou disputas de propriedade. Neste ano, houve também no país um aumento no número de ataques com facas, armas e até equipamentos para construção.

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