Atentado mata dois civis e um soldado dos EUA no Afeganistão

Ataque suicida ocorre no mesmo dia em que Leon Panetta, secretário de Defesa dos EUA, visitava a região

KANDAHAR, AFEGANISTÃO, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2012 | 02h07

Um atentado suicida contra uma base aérea da Otan na Província de Kandahar, reduto dos rebeldes no sul do Afeganistão, matou ontem três pessoas - dois civis e um soldado americano - e feriu 18 pessoas. O ataque ocorreu no mesmo dia da visita do secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta.

"Um suicida explodiu seu automóvel carregado de bombas no momento em que um comboio da Força Internacional no Afeganistão (Isaf, na sigla em inglês) entrava na base aérea", informou o general Abdul Raziq, chefe da polícia local.

Um porta-voz da Isaf recusou-se a dar mais detalhes sobre o incidente e falar se Panetta, que tinha ido a visitar as tropas americanas, se encontrava na cidade no momento da explosão.

Panetta chegou ao Afeganistão na quarta-feira com a missão de recolher informações para que Washington decida, nos próximos dias, que tipo de presença permanente os EUA terão no Afeganistão a partir de 2014, ano em que se concluirá a retirada da Otan.

Visita oficial. Ontem, o secretário de Defesa dos EUA tentou diminuir a importância do atentado em Kandahar. Panetta classificou o ataque como "uma tentativa desesperada e fútil dos insurgentes de espalhar o caos no Afeganistão". Ele anunciou que o presidente afegão, Hamid Karzai, viajará aos EUA no dia 7 de janeiro e se reunirá com o presidente americano Barack Obama.

"Este é o tipo de ataque que temos visto em todas as partes do país", afirmou o secretário de Defesa. "Este é o jeito que eles encontraram para tentar espalhar o caos no Afeganistão, mas certamente eles não conseguirão."

Em sua última visita ao Afeganistão, em março, também houve um ataque a uma base militar no sul do país, à qual Panetta acabava de chegar. De acordo com o Pentágono, na ocasião, um veículo invadiu uma pista de aterrissagem e pegou fogo. / REUTERS, AP e EFE

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