Louai Beshara/ AFP
Louai Beshara/ AFP

Atentado na capital síria deixa ao menos 18 mortos

Carro-bomba explodiu na praça Tahrir; ataque foi o mais letal em Damasco nos últimos meses

O Estado de S.Paulo

03 Julho 2017 | 10h23

DAMASCO - Um atentado suicida na praça Tahrir, em Damasco, matou ao menos 18 pessoas neste domingo, 2. Esse foi o ataque mais letal na capital síria nos últimos meses. “Depois de perseguirem três carros-bomba, as autoridades conseguiram explodir dois deles na estrada para o aeroporto. Cercaram o terceiro na praça, onde o terrorista se detonou, matando e ferindo vários civis”, disse o Ministério do Interior, em nota.

Pelo menos sete integrantes das forças de segurança e dois civis estão entre os mortos, segundo o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos. 

Perto dali, uma mulher chorava em seu apartamento. A varanda desabou por causa da onda expansiva da deflagração, e sua filha teve de ser internada, ferida por estilhaços de vidro. Na sala, o chão estava coberto de vidro e de pedras.

"Ouvimos disparos às 6 horas (meia-noite de sábado para domingo em Brasília) e, depois, houve uma explosão, que arrebentou as janelas dos edifícios do bairro", contou Mohamed Tinawi, que mora na praça Tahrir. Ele disse que viu voluntários do Crescente Vermelho socorrendo dois militares, além de carros calcinados e danos materiais no posto de controle das forças de segurança.

Imagens da praça Tahrir transmitidas pela televisão síria mostraram um posto de controle das forças de segurança atingido pelas chamas e a fachada de um prédio muito danificada. Cerca de 15 carros foram danificados pela explosão, alguns totalmente carbonizados. 

Damasco se manteve à margem dos violentos combates desde o início de 2011. Em contrapartida, a capital foi abalada por atentados que deixaram dezenas de mortos. No dia 15 de março, dois atentados suicidas deixaram 32 mortos. O Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria das ações. Cinco dias antes, um duplo ataque reivindicado pelo antigo braço da Al-Qaeda na Síria havia deixado 74 mortos.

A guerra na Síria já deixou mais de 320 mil mortos e milhões de deslocados desde março de 2011. /AFP

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