Atentado na Colômbia deixa 7 mortos e dezenas de feridos

No mesmo dia em que o governo anunciou a captura de 60 supostos guerrilheiros no oeste do país, pelo menos sete pessoas morreram e 38 ficaram gravemente feridas com a explosão de um pacote-bomba no município de Puerto Rico, a 300 km a sudeste da capital colombiana. A forte explosão ocorreu às 10h (hora local, 12h em Brasília), quando cerca de 60 pessoas desembarcavam no cais da cidade, sobre o rio Ariari, a principal via de comunicação da região. O atentado foi atribuído a guerrilheiros das esquerditas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que agem nessa região do país.O comandante da 4ª Divisão do Exército, general Luis Eduardo Barbosa, disse que a explosão ocorreu quando os passageiros saíam de uma embarcação que poucos minutos antes havia atracado no cais. No local morreram uma mulher, que aparentemente era quem levava o pacote-bomba, um menor e outras pessoas e no hospital local morreram outras três que haviam sofrido ferimentos graves com a explosão.Fontes da 4ª Divisão do Exército, com jurisdição na região, disseram que a guerrilha vem castigando o local, para onde foram enviados reforços. Na região, que também abrange os municípios de Mapiripan, Puerto Lleras, Puerto Concordia, Vista Formosa e San José del Guaviare, atuam as Farc e as ultradireitistas Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), estas últimas em processo de desmobilização.O acesso ao município é feito por uma precária estrada de 210 quilômetros, a partir de Villavicencio, capital do departamento de Meta, e pelo rio Ariari. O município está recebendo remédios e médicos vindos de Villavicencio para atender os feridos, muitos em estado grave.Ao mesmo tempo, uma vasta operação policial desenvolvida em três municípios do oeste do país - Cajamarca, Ibagué e Coello - permitiu a captura de 60 possíveis integrantes da guerrilha das Farc, incluindo um sacerdote. O comandante da polícia nacional, general Luis Alfredo Rodríguez, informou que os suspeitos são acusados de realizar atentados contra a infra-estrutura viária e energética e de atacar a força pública.

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