Atentado no Parlamento iraquiano mata três legisladores

Um atentado terrorista atingiu uma cafeteria do Parlamento iraquiano em Bagdá no horário do almoço desta quinta-feira, 12, deixando oito pessoas mortas e cerca de 30 feridas, segundo autoridades americanas. Entre os mortos há ao menos três parlamentares. Acredita-se que a explosão tenha sido provocada por um homem-bomba que se infiltrou na fortificada região da Zona Verde de Bagdá, onde se situam os principais órgãos do governo iraquiano e as embaixadas da maioria dos países com relações com o Iraque - entre elas a dos Estados Unidos. Autoridades iraquianas disseram que irão investigar como o terrorista e os explosivos entraram no local. Mas, segundo funcionários de segurança do parlamento citados pela Associated Press, acredita-se que o suicida fosse um guarda-costas de um membro sunita do Parlamento. As fontes, que falaram sob a condição do anonimato, não quiseram especificar o nome do parlamentar, mas afirmaram que ele não estava entre os mortos. Ainda de acordo com os funcionários, duas sacolas com explosivos foram encontradas dentro de um prédio próximo à cafeteria. Um esquadrão antibombas americano teria sido chamado para desativar os artefatos.Entre os parlamentares mortos estavam Mohammed Awad e Saleh al-Mutlaq, ambos integrantes da Frente Sunita de Diálogo Nacional - um grupo que não faz parte do governo. Mutlaq era o líder do partido no Parlamento. Outra integrante da legenda ficou ferida.Essa foi uma das piores falhas de segurança ocorridas dentro da Zona Verde desde a invasão liderada pelos EUA em 2003.Horas antes do atentado, um caminhão-bomba matou dez pessoas e feriu 26 na principal ponte do norte de Bagdá, e destruiu grande parte da estrutura de aço da construção, jogando vários carros dentro do rio Tigre, disse a polícia. Segundo Fouad al-Massoum, líder do bloco curdo, membros das forças de segurança, temendo uma outra explosão, ordenaram a desocupação do prédio. Mas ninguém, incluindo os parlamentares, pôde deixar o local, permitindo assim que todos fossem interrogados. RepercussãoAs explosões aconteceram em meio a uma grande operação de segurança realizada em Bagdá com o apoio dos EUA. A medida, proposta pelo presidente George W. Bush no início do ano, vem sendo descrita como a última chance de evitar o agravamento da guerra civil de origem sectária no Iraque.A secretária de Estados dos EUA, Condoleezza Rice, disse que o ataque foi promovido por aqueles "que desejam impedir o povo iraquiano de ter um futuro baseado na democracia e na estabilidade".Ela acrescentou que o plano de segurança ainda está em seu estágio inicial: "Dissemos que haveria bons e maus dias".Já Bush afirmou que condena o ataque "enfaticamente" e acrescentou que os EUA continuarão ao lado do governo iraquiano.Texto atualizado às 13h56

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.