Atentado realizado por 2 adolescentes mata 30 na Nigéria

Duas adolescentes detonavam os explosivos que levavam junto ao corpo nesta terça-feira num movimentado mercado da cidade de Maiduguri, nordeste da Nigéria, matando pelo menos 30 pessoas, segundo testemunhas e um oficial de segurança.

Estadão Conteúdo

25 de novembro de 2014 | 14h53

A suspeita da autoria do ataque recai sobre o Boko Haram, grupo extremista islâmico que já realizou várias ações semelhantes. O ataque destaca a situação de insegurança na Nigéria, onde 1.500 pessoas foram mortas pela insurgência militante neste ano, segundo dados da Anistia Internacional.

As duas meninas, vestidas com hijabs, entraram no movimentado mercado e detonaram os explosivos, informou Abba Aji Kalli, coordenador da Força-tarefa Conjunta Civil do Estado de Borno, onde está Maiduguri.

A primeira provocou uma explosão que matou ao menos três mulheres, disse Kalli. Quando outras pessoas se reuniram para ver o que havia ocorrido, a segunda adolescente gritou e detonou seus explosivos, matando as demais, disse ele.

"Estou aqui, no local, e tenho à minha frente 11 corpos...muitos foram levados por parentes, enquanto outros foram levados por especialistas do hospital", informou Kalli.

Soldados e policiais isolaram a área, enquanto equipes de resgate ajudavam os sobreviventes e os levavam para o hospital. A polícia ainda não havia emitido um comunicado sobre o ataque desta terça-feira.

O atentado foi o primeiro em Maiduguri desde 2 de julho, quando 56 pessoas foram mortas na mesma área comercial, quando um carro-bomba atingiu um grupo de comerciantes e clientes.

Maiduguri é a capital provincial e maior cidade do Estado de Borno, um dos três Estados do nordeste da Nigéria que está sob estado de emergência por causa da violência extremista.

Em abril, o Boko Haram sequestrou mais de 200 meninas em Chibok, cerca de 125 quilômetros a sudoeste de Maiduguri. Boa parte delas ainda está desaparecida.

O grupo controla uma área de estimados 20 mil quilômetros quadrados e declarou a instalação de um califado islâmico na região, onde impõe uma rígida versão da lei da sharia. Os insurgentes querem a imposição da lei islâmica em toda a Nigéria, o país mais populoso da África, com 170 milhões de habitantes, dos quais praticamente 50% são cristãos e 50% são muçulmanos. Fonte: Associated Press.

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