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Atentado suicida em procissão xiita mata 21 na Nigéria

A procissão foi organizada por seguidores do Movimento Islâmico da Nigéria, liderado por Ibrahim Zakzaky; fonte diz que atentado foi promovido pelo Boko Haram

O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2015 | 15h25

Um suicida se explodiu durante uma procissão muçulmana xiita, a cerca de 20 quilômetros ao sul no Estado de Kano, no noroeste da Nigéria, matando ao menos 21 pessoas nesta sexta-feira, 27.  

Uma fonte informou à agência France-Presse que o suicida se infiltrou na multidão e detonou seus explosivos. "Estava vestido de negro como todo mundo. Seu cúmplice foi preso e confessou que foram envidados pelo (grupo jihadista) Boko Haram", explicou. 

O atentado ocorreu na aldeia de Dakasoye, declarou à imprensa Muhamad Turi, do Movimento Islâmico da Nigéria. "Perdemos 21 pessoas e muitas ficaram feridas", disse. A procissão foi organizada por seguidores do Movimento Islâmico da Nigéria, liderado por Ibrahim Zakzaky, que explicou em seu site na internet que a explosão ocorreu às 14h. "Temos um suspeito em custódia", afirmou. 

"Foi em uma área de terra ao longo da estrada, nossa preocupação era garantir a segurança em todo lugar. A bomba foi projetada com explosivo de alto calibre", afirmou o comissário de polícia local Muhammad Musa Katsina. Ele explicou não saber quem estava por trás do atentado. Mas as suspeitas recaíam sobre o grupo jihadista Boko Haram.  

Há anos, o grupo jihadista tenta implantar um estado islâmico no nordeste da Nigéria e tem atacado comunidades xiitas na região. Desde que perdeu a maior parte do território que controlava, este ano, o grupo retornou para as táticas de guerrilha e firmou aliança com o grupo Estado Islâmico na Síria e no Iraque.

Na última semana, duas mulheres-bombas se explodiram em um mercado em Kano, matando ao menos 15 pessoas e ferindo mais de 100. 

Os milicianos têm recuado diante dos combates de tropas nigerianas e de forças de países vizinhos. Cerca de 2,1 milhões de pessoas já foram deslocadas e milhares mortas nesse conflito. / AFP  e REUTERS 


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