Atentado suicida mata 48 em mesquita no Paquistão

Um homem-bomba matou aomenos 48 pessoas na sexta-feira, em uma mesquita do noroeste doPaquistão onde um ex-ministro do Interior comandava as oraçõesdo festival do Eid, afirmou o governo. O ex-ministro, Aftab Ahmed Khan Sherpao, sobreviveu semsofrer nada, mas ao menos 80 pessoas ficaram feridas naexplosão. Pelo menos dez dos feridos encontram-se em estadograve, disse à Reuters o coronel Javed Lodhi, porta-voz doMinistério do Interior. Sherpao, que era ministro do Interior no governo dissolvidorecentemente pelo presidente Pervez Musharraf e que agoraconcorre às eleições parlamentares de 8 de janeiro, seria oprovável alvo do ataque na mesquita, localizada no vilarejonatal dele, afirmaram autoridades. O ex-ministro, que comanda um pequeno partido aliado deMusharraf, escapou ileso, mas o filho dele ficou ferido.Sherpao havia sido atingido em outro atentado suicida ocorridoem abril, em um encontro realizado em Charsadda. Partes de corpos e sapatos espalhavam-se pelo assoalho damesquita, recoberto de poças de sangue. A polícia encontroupedaços de uma jaqueta que pertenceria ao homem-bomba epequenas esferas colocadas no dispositivo para aumentar seupoder letal. O suposto agressor, que estava sentado no meio de uma filaentre os fiéis, detonou o artefato ao final das orações, quandoas pessoas reuniam-se ao redor do político para cumprimentá-lo,afirmou um oficial da polícia que não quis ter seu nomedivulgado. "Isso é desumano. Nenhum muçulmano pode fazer uma coisadessas no dia do Eid", afirmou Mohammad Asad, 45, que perdeudois primos no atentado. Cerca de 1.200 fiéis encontravam-se na mesquita no momentoda explosão. "Acreditamos que Sherpao era o alvo. Há um grande número demesquitas naquela área. Por que o homem-bomba escolheu justoessa para realizar o ataque?", perguntou Syed Kamal Shah,secretário federal do Interior. O Paquistão foi palco de vários atentados a bombarealizados por militantes islâmicos depois da invasão daMesquita Vermelha, um bastião de extremistas, em Islamabad, emjulho. (Reportagem adicional de Augustine Anthony e Kamran Haiderem Islamabad) REUTERS MPP

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