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Atentado suicida mata seis pessoas no Paquistão

Pelo menos 30 ficam feridos em ataque na cidade em que a ex-premiê Benazir Bhutto foi assassinada

Associated Press, EFE

04 de fevereiro de 2008 | 03h47

Um atentado suicida contra um microônibus militar deixou pelo menos seis mortos e 30 feridos em Rawalpindi, a 12 km de Islamabad, capital do Paquistão. A explosão ocorreu na manhã desta segunda-feira, 4, após uma moto se chocar contra o veículo numa via de acesso a um dos mercados mais freqüentados da cidade, próximo ao quartel-general do Exército.   Nos últimos meses, houve uma série de atentados suicidas em Rawalpindi. Em 27 de dezembro, a líder oposicionista Benazir Bhutto e outras 20 pessoas foram assassinadas a tiros e em ataques a bomba nesta cidade da periferia de Islamabad.   Nenhum grupo se responsabilizou pelo ataque. O governo paquistanês acusou militantes taleban, com base na fronteira com o Afeganistão e ligação com a Al-Qaeda, de serem os responsáveis pelo atentado.   O ônibus transportava cerca de 25 pessoas, a maioria estudantes de medicina da Universidade Militar, que se dirigiam ao Hospital Combinado do Exército de Rawalpindi quando aconteceu o atentado, que feriu vários pedestres.   As forças de segurança isolaram a área onde o ataque foi cometido, Ra Bazaar, uma zona de alta segurança na qual se encontram os quartéis-gerais do Exército.   Os mortos e feridos foram levados ao Hospital Combinado e ao do distrito, e ainda não se sabe quantas das vítimas pertencem ao Exército. O Paquistão sofreu um grande aumento de atentados e ataques suicidas desde julho de 2007, quando ocorreu a invasão do Exército à Mesquita Vermelha, um ninho de fundamentalistas no coração de Islamabad.   Segundo dados oficiais, no ano passado foram cometidos mais de 50 ataques suicidas que mataram 837 pessoas e deixaram feridas outras 1.367, embora esses números não contabilizem a ação que vitimou a líder opositora Benazir Bhutto.

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