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Ataque a hotel reivindicado por jihadistas mata sete no Sinai

Atentado envolveu atirador e homens e carro-bomba, deixando também 14 feridos; entre os mortos, estavam um juiz, dois policiais e um civil

O Estado de S. Paulo

24 de novembro de 2015 | 15h35

(Atualizada às 16h18) CAIRO - Um atentado envolvendo atirador e homens e carro-bomba contra um hotel que hospedava juízes na cidade de Al-Arish, no norte da Península do Sinai, no Egito, provocou nesta terça-feira, 24, a morte de pelo menos 7 pessoas, 3 delas terroristas, além de deixar outras 14 feridas. Entre os mortos havia um juiz, dois policiais e um civil. A Província do Sinai, ou Wilayat al-Sina, braço egípcio do Estado Islâmico (EI) no Egito, reivindicou a autoria do ataque em sua conta no Twitter.

O hotel Swiss Inn foi atingido quando um terrorista detonou o colete de explosivos que usava junto ao corpo, informou o Ministério do Interior egípcio. O Exército egípcio explicou em sua página no Facebook que um extremista conseguiu entrar no edifício e ativar os explosivos na cozinha. Outro invadiu um dos quartos do hotel, onde assassinou a tiros o juiz. Esse atentado aconteceu após as forças de segurança apreenderem e explodirem um carro-bomba conduzido por um terceiro terrorista em uma barreira de segurança no perímetro do hotel.

O comunicado detalha que entre os feridos havia dois juízes, três oficiais da polícia, cinco recrutas e dois civis. Fontes oficiais e dos serviços de segurança consultadas pela agência EFE ontem disseram que houve um tiroteio no acesso ao hotel Swiss Inn, próximo da praia, aos arredores de Al-Arish.

A explosão causou a destruição dos vidros das janelas e portas do hotel e a queda de alguns muros. As forças de segurança fecharam a rua que leva ao hotel e as zonas divisórias. No hotel se hospedavam juízes que tinham viajado ao norte do Sinai para supervisionar as eleições parlamentares realizadas no domingo e na segunda-feira. Não foram registrados incidentes durante a votação, embora a participação eleitoral tenha sido muito baixa.

O norte do Sinai é reduto de vários grupos extremistas, entre eles a filial egípcia do Estado Islâmico, Wilayat al-Sina, que intensificou seus ataques contra as forças de segurança do país desde o golpe de Estado de julho de 2013. O golpe destituiu o governo islâmico de Mohamed Morsi

No dia 31, um avião da companhia russa Metrojet foi derrubado na região, matando os 224 a bordo. Investigações apontam que uma bomba foi colocada na cabine do avião. O grupo Wilayat al-Sina disse ter sido o responsável por derrubar o avião e afirma que o ataque foi uma vingança pelos bombardeios russos na Síria. / EFE e AFP  

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