Mohammed Ameen/Reuters
Mohammed Ameen/Reuters

Atentados com carros-bomba e disparos deixam 25 mortos no Iraque

Aumento da violência ocorre em meio a tensões entre governo, liderado por xiitas, e a minoria sunita

Agência Estado

16 de maio de 2013 | 09h33

(Atualizada às 18h) BAGDÁ - Bombas atingiram mercados em Bagdá e um suicida explodiu-se em uma mesquita no norte do Iraque nesta quinta-feira, deixando pelo menos 25 pessoas mortas e ampliando uma onda de violência sectária no país.

Ataques a mesquitas sunitas e xiitas, a forças de segurança e a líderes tribais se espalharam desde que as forças de segurança invadiram um protesto sunita acampado perto de Kirkuk há um mês. De acordo com a Organização das Nações Unidas, abril foi o mês mais sangrento no Iraque em quase cinco anos, com 712 pessoas mortas.

A polícia da capital informou que a primeira explosão aconteceu num ponto de ônibus e táxis, no horário de pico, no bairro de Sadr City, leste de Bagdá. Nove pessoas morreram, dentre elas uma criança de 7 anos. Outro carro-bomba atingiu um pequeno mercado ao explodir num ponto de táxi no subúrbio de Kamaliya, matando civis, informaram os policiais.

Na cidade de Mosul, que fica no norte, um suicida jogou seu carro contra um posto de verificação do Exército, matando dois solados e ferindo três, revelou outro policial. O ataque aconteceu logo depois de um carro-bomba ter ferido dois civis. Mosul fica a 360 quilômetros a noroeste de Bagdá.

Em Baiyaa, bairro a sudoeste da capital, homens em movimento mataram a tiros o irmão de um legislador sunita e feriram dois de seus segurança, informaram outros dois policiais. 

Os ataques ocorrem um dia depois de uma série de ações, principalmente em bairros xiitas, que deixaram mais de 30 mortos. Pelo menos sete dessas vítimas morreram em Sadr City, quando uma bomba, instalada num carro estacionado, explodiu num ponto de ônibus.

O aumento da violência ocorre em meio a crescentes tensões entre o governo, liderado por xiitas, e a minoria sunita, que afirma ser alvo de discriminação. A sangrenta repressão do governo contra um acampamento de protesto no mês passado alimentou as tensões. O primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki responsabilizou as tensões sectárias pelos últimos ataques.

"Temos de saber que o derramamento de sangue é o resultado do ódio sectário e também do acirramento das tensões sectárias", disse al-Maliki durante uma conferência do governo sobre as atrocidades cometidas durante o governo do ditador Saddam Hussein.

Ninguém havia assumido a responsabilidade pelos ataques de quarta e quinta-feira, mas carros-bomba e ataques suicidas com veículos são uma marca do braço da Al-Qaeda no Iraque. / AP

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