Atentados contra polícia matam dez e ferem 14 no Paquistão

Viatura e complexo policial são atingidos; ataques ocorrem durante discussões no Parlamento sobre segurança

Agências internacionais,

09 de outubro de 2008 | 08h00

Explosões mataram pelo menos dez pessoas e feriram outras 14 no Paquistão nesta quinta-feira, 9, incluindo um ataque contra um complexo policial. Os atentados foram promovidos no mesmo dia em que legisladores estão reunidos para discutir a ameaça terrorista no país. As mortes foram registradas no noroeste do país, região em que a Al-Qaeda e o Taleban instalaram bases na fronteira com o Afeganistão. Quatro crianças, dois policiais e quatro prisioneiros morreram quando uma bomba em uma estrada explodiu sob um veículo, segundo afirmou o oficial do governo Sher Bahadur Khan. Informações iniciais apontavam que um ônibus escolar teria sido atingido, mas testemunhas afirmam que as crianças estavam passando pelo local no momento. Outras dez pessoas foram feridas. Em Islamabad, na capital do país, um suposto carro-bomba explodiu em um complexo policial e feriu pelo menos quatro policiais. A explosão aconteceu momentos antes de um homem entregar doces no local, e a policia examina se os incidentes estão ligados. Nas últimas semanas, militantes aumentaram os ataques contra forças de segurança, autoridades governamentais e representantes ocidentais no país. No dia 20 de setembro, um caminhão-bomba atingiu um grande hotel onde muitos estrangeiros se hospedam, matando 54 pessoas e destruindo o local. Segundo a BBC, nesta quinta-feira, o Parlamento paquistanês se reúne a portas fechadas no segundo dia de uma sessão extraordinária conjunta para ouvir um relato sobre a situação da segurança interna do país. Os legisladores querem chegar a um consenso sobre a melhor forma de combater o extremismo islâmico e o recente aumento nos casos de ataques suicidas.  O presidente do país, Asif Ali Zardari, que tomou posse há exatamente um mês, prometeu, logo no seu primeiro discurso, combater a militância. Depois do atentado no hotel Marriot, ele disse que o extremismo islâmico "é uma epidemia, um câncer que temos que arrancar do Paquistão".

Tudo o que sabemos sobre:
Paquistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.