Atentados coordenados matam 26 na Nigéria

Presidente nigeriano acusa grupo radical islâmico Boko Haram pelos ataques suicidas em duas cidades do país

KANO, NIGÉRIA, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2015 | 02h02

Homens-bomba mataram pelo menos 26 pessoas ontem em estações de ônibus das cidades nigerianas de Potiskum e Kano - que têm entre si 300 quilômetros de distância. O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, responsabilizou o grupo fundamentalista islâmico Boko Haram pelos ataques coordenados.

No primeiro atentado, um suicida vestindo um colete com explosivos entrou em um ônibus em Potiskum, no nordeste da Nigéria, e detonou a bomba, matando 16 pessoas, segundo testemunhas e agentes de saúde. O porta-voz da polícia, Gbadegesin Toyin, disse que o terrorista era homem, mas algumas testemunhas pensaram, equivocadamente, que o ataque tinha sido cometido por uma adolescente que, na verdade, foi uma das vítimas.

No domingo, uma jovem com explosivos amarrados ao corpo matou cinco pessoas e feriu dezenas diante de um mercado de Potiskum.

No segundo ataque de ontem, em Kano, dois suicidas atacaram uma importante parada de ônibus da cidade, matando ao menos dez pessoas, informou o porta-voz da polícia local, Ibrahim Idris.

Nenhum grupo insurgente assumiu a autoria dos ataques, mas o principal suspeito é o Boko Haram, que luta pela criação de um Estado islâmico na Nigéria. O uso de homens-bomba se tornou uma tática comum do grupo radical desde o ano passado, quando a milícia conquistou território e ficou mais forte e mortífera. Nas últimas três semanas, porém, os militantes começaram a sofrer uma série de derrotas em uma ofensiva militar conjunta de forças de Nigéria, Camarões, Níger e Chade.

No sábado, tropas nigerianas apoiadas por ataques aéreos expulsaram o Boko Haram da cidade fronteiriça de Baga, uma vitória significativa na ofensiva, de acordo com o Exército.

A falta de proteção aos civis é a maior crítica à administração do presidente nigeriano, diante das eleições presidenciais marcadas para 28 de março. / REUTERS

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