Atentados de grupo ligado ao EI matam ao menos 45 na Líbia

Grupo jihadista afirmou que série de ataques foi uma retaliação aos bombardeios do Egito, que mataram militantes islâmicos

O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 10h30

(Atualizada às 14h45) BENGHAZI - Três carros-bomba explodiram na cidade líbia de Qubbah nesta sexta-feira, 20, no leste do país, matando ao menos 45 pessoas, disseram autoridades de segurança e médicos.

O braço do Estado Islâmico (EI) no país assumiu a autoria dos atentados horas depois das explosões. O grupo jihadista afirmou que a série de explosões foi uma retaliação pela morte de militantes islâmicos em Derna nos bombardeios do Egito.

Os ataques egípcios ocorreram após o grupo extremista divulgar um vídeo da decapitação de 21 egípcios cristãos. Derna é o reduto do ramo líbio do EI, grupo que tem ganhado terreno no país, não muito longe dos campos de batalha no Iraque e na Síria.

As três bombas explodiram em um posto de gasolina, perto da sede das forças de segurança da cidade e da Câmara de Vereadores de Qubbah. "Nós estamos anunciando sete dias de luto pelas vítimas de Qubbah", disse Saleh para a rede de televisão Al Arabiya.

Um comunicado do braço do EI afirma que dois "soldados do califado" carregaram bombas até os alvos.

Situação. A Líbia passa por momentos de turbulência, com dois governos e Parlamentos competindo por legitimidade e território, quatro anos após Muamar Kadafi ser derrubado do poder.

O país se dividiu entre dois governos e parlamentos rivais. Um está sediado na capital, Trípoli, e é apoiado por milícias aliadas a facções islamitas, enquanto o outro é o Parlamento eleito, que foi obrigado a se realocar e realizar sessões na cidade de Tobruk, no extremo leste do país, perto da fronteira com o Egito.

A capital, Trípoli, está sob controle de governo e Parlamento rivais, organizados por uma facção chamada Amanhecer Líbio, que tomou a cidade e forçou Thinni a ir para o leste. /AP e REUTERS

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