Atentados deixam 48 mortos no Iraque

Uma série de ataques contra forças de segurança e civis no Iraque deixaram pelo menos 48 mortos nesta segunda-feira, informaram autoridades e médicos, um dia antes do primeiro aniversário da retirada das tropas norte-americanas do país. Os atentados desta segunda-feira foram particularmente preocupantes no norte do Iraque, porque ocorreram em cidades cuja posse é disputada por curdos, árabes e turcos étnicos. O primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki, disse que os atentados tiveram como objetivo "minar a unidade nacional".

AE, Agência Estado

17 de dezembro de 2012 | 18h04

A onda de violência ocorre após uma série de ataques que mataram 19 pessoas e deixaram 77 feridas no domingo, dia com o maior número de mortos desde 29 de novembro, quando 50 pessoas foram mortas.

Homens armados atacaram um posto de controle da polícia numa estrada a oeste de Tikrit (Iraque central), matando um policial e ferindo três, afirmou um tenente-coronel da polícia. Uma patrulha policial perseguiu os atiradores, que abandonaram seu carro e detonaram os explosivos que estavam no veículo, matando outros quatro policiais e ferindo dois, disse uma autoridade. Um médico confirmou o número de mortos.

Na vila de Al-Buslaibi, ao norte de Bagdá, uma bomba colocada à margem de uma estrada explodiu, matando três soldados. Um atirador atacou um posto de verificação na cidade de Mosul, norte iraquiano, matando um soldado.

No norte do Iraque, ocorreram dois atentados com carros-bomba em regiões disputadas por curdos, árabes e turcos étnicos. A explosão de um carro-bomba na vila de Khaznah, nas proximidades de Mossul, deixou sete mortos e 12 feridos. A maior parte dos habitantes da vila pertence à minoria Shabak. Outros dois carros-bomba explodiram perto de um local de veneração xiita ao norte da cidade de Tuz Khurmatu, matando cinco pessoas e deixando 26 feridos. O santuário fica em um bairro habitado por turcos étnicos. Tuz Khurmatu fica na fronteira da região semiautônoma do Curdistão iraquiano.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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