Atentados deixam mais de 20 pessoas mortas e 100 feridas no Iraque

Explosões de carros-bomba e disparos de armas ocorreram em diversas cidades

estadão.com.br,

28 de junho de 2012 | 17h53

BAGDÁ - Pelo menos 20 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas em uma série de atentados no Iraque, nesta quinta-feira, 28. Este é mais um episódio da violência que se intensificou no país desde junho.

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De acordo com um funcionário do Ministério do Interior, oito pessoas morreram e 30 ficaram feridas depois da explosão de um carro-bomba em um mercado a oeste de Bagdá. Outras duas pessoas morreram e 15 ficaram feridas em outro atentado assim, mas em Yaji, 25 quilômetros ao norte da capital, segundo uma fonte do Ministério do Interior.

Mais tarde, dois membros da milícia que combate a Al-Qaida, Sahwa, morreram atingidos por disparos em Samarra, cidade 110 km ao norte de Bagdá e majoritariamente sunita. Em Baquba, 60 km a nordeste da capital, outro carro-bomba explodiu perto de um local santo chiita, deixando seis mortos e 51 feridos, de acordo com um tenente da polícia e o doutor Ahmed Ibrahim, do hospital da cidade.

Fontes policiais disseram que outras duas pessoas morreram e quatro ficaram feridas depois da explosão de um objeto, ao mesmo tempo em que três pessoas foram feridas pela explosão de uma bomba colocada dentro de um veículo. Em Ramadi, 100 km a oeste de Bagdá, cinco pessoas ficaram feridas após a explosão de outro carro-bomba estacionado em frente a um edifício do Departamento de Imigração.

Mesmo que a violência tenha diminuído, em comparação com 2006 e 2007, quandp a guerra entre sunitas e chiitas deixou dezenas de milhares de mortos, ela vontinua presente no país. Desde o dia 13 de junho, a violência deixou mais de 200 mortos.

Números oficiais mostram que, em maio, 132 pessoas morreram em atos violentos. OS chiitas e as forças de seguranças iraquianas são os alvos preferidos dos grupos armados sunitas. O país atravessa uma crise política desde dezembro do ano passado, quando as tropas estadounidenses deixaram o local. 

Com AFP

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