Atentados em Bagdá deixaram pelo menos 20 mortos

A explosão de um carro-bomba em uma área predominantemente xiita de Bagdá provocou a morte de pelo menos 20 pessoas hoje, segundo as autoridades locais iraquianas, que apresentaram alguns números conflitantes sobre as baixas. Enquanto o comando militar iraquiano de Bagdá disse que 20 pessoas foram mortas e 73 ficaram feridas, a polícia local e funcionários de um hospital informaram que 26 pessoas foram mortas e 37 ficaram feridas. O ataque ocorreu em uma área comercial e mulheres e crianças estão entre os mortos e feridos.

AE-AP, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 20h58

O atentado ocorre apenas um dia depois de o Exército dos Estados Unidos ter informado que o número de ataques no Iraque caiu ao mesmo nível dos primeiros meses da guerra, iniciada com a invasão do país árabe por forças estrangeiras lideradas por Washington em março de 2003.

Fontes policiais e hospitalares disseram que o carro repleto de explosivos estava estacionado perto de uma estação de ônibus cercada de lojas no bairro de Shaab. A explosão ocorreu pouco depois do meio-dia, pelo horário local. De acordo com essas mesmas fontes, quatro crianças e quatro mulheres figuram entre os mortos. Pelo menos 35 pessoas ficaram feridas, informaram.

Os últimos ataques indicam que aparentemente os militantes estão tentando se reagrupar, no momento em que os EUA se comprometem a dar maior controle às tropas locais, rumo à retirada norte-americana em 2011. Os alvos, que incluem uma academia de polícia, mercados e um funeral, indicam que os militantes tentam escolher alvos para maximizar o número de mortes.

Al-Qaeda

Como é comum em atentados no Iraque, havia relatos conflitantes sobre o número de vítimas. Shaab é um bairro que outrora funcionava como um bastião de uma milícia xiita. Na área há atualmente uma forte queda na violência, desde que o clérigo radical Muqtada al-Sadr declarou um cessar-fogo, em meio à ofensiva dos EUA e de forças locais.

Os EUA advertiram sobre a possibilidade de ações cada vez mais desesperadas da Al-Qaeda no Iraque e de outros insurgentes sunitas, a fim de reiniciar a violência sectária que levou o país à beira da guerra civil.

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