Atentados fazem mais de 30 mortes no Iraque

Uma série de oito explosões provocou a morte de pelo menos 33 pessoas em Bagdá e seus arredores nesta segunda-feira, informou a polícia local. Dezenas de pessoas ficaram feridas. Esta foi a pior onda de violência na capital iraquiana nos últimos dias. No Parlamento do Iraque, deputados discutiram o agravamento da violência em Bagdá e em outras importantes cidades do país. Entretanto, os legisladores não chegaram a um acordo para criar uma comissão para lidar com o problema porque o primeiro-ministro, Nouri al-Maliki, ainda não conseguiu um consenso para indicar os ministros da Defesa e do Interior.A série de oito explosões começou pouco depois do amanhecer, quando uma bomba detonada no momento da passagem de um ônibus por uma rua de Khalis, a 80 quilômetros ao norte de Bagdá, deixou dez mortos e doze feridos .Todos os mortos no episódio eram iraquianos que trabalhavam em uma base do grupo Mujahedin Khalq, formado por dissidentes contrários ao regime iraniano. Por meio de um comunicado, o grupo culpou Teerã pelo ataque a seus funcionários.Em vários pontos de Bagdá, explosões sucessivas deixaram outros 20 mortos. O episódio mais grave ocorreu em frente à mesquita de Abu Hanifa, o principal templo sunita da cidade. A detonação de um carro-bomba provocou a morte de nove civis iraquianos e feriu 25 pessoas, disse Saif al-Janabi, diretor do Hospital Noaman.Ataques contra alvos militares também foram registrados. Na praça Tahariyat, em Bagdá, um carro-bomba foi detonado no momento da passagem de um comboio americano pelo local. Um civil morreu e nove ficaram feridos, disse o tenente coronel de polícia Abbas Mohammed Salman.Não se sabe se houve vítimas entre os americanos, mas pelo menos um veículo militar foi consumido pelas chamas. Num ataque contra uma patrulha de polícia nas proximidades da mesma praça, a explosão de uma bomba causou a morte de uma pessoa e feriu mais dez. Uma emboscada contra um comboio policial terminou com a morte de dois oficiais na zona oeste de Bagdá. Em Amarah, 290 quilômetros a sudeste da capital iraquiana, dois policiais foram assassinados por agressores desconhecidos.Soldados britânicosEm Londres, o Ministério da Defesa da Grã-Bretanha informou hoje que a explosão de uma bomba na cidade iraquiana de Basra provocou a morte de dois soldados britânicos e deixou mais dois feridos. A explosão ocorreu às 21h30 locais de ontem, quando os soldados em patrulha passavam por uma rua de Basra.As mortes elevam a 113 o número de soldados britânicos que perderam a vida no Iraque desde março de 2003, quando forças estrangeiras lideradas por Estados Unidos e Grã-Bretanha invadiram o país árabe em busca de armas de destruição.Ainda nesta segunda-feira, um cinegrafista e um técnico de som da emissora americana de televisão CBS morreram e uma correspondente ficou gravemente ferida quando o carro no qual viajavam foi atingido por uma explosão, informou a rede.Eles estavam a bordo de um carro que acompanhava um comboio militar americano atingido por uma bomba caseira, concluiu a CBS em sua página na internet.Impasse políticoAs autoridades americanas querem que os iraquianos assumam a segurança do país em pouco tempo, abrindo espaço para que as tropas estrangeiras retirem-se do Iraque. Mas, uma semana após al-Maliki assumir o gabinete, partidos seculares e sectários ainda lutam para ver quem receberá os ministérios do Interior e da Defesa. As pastas são responsáveis pelo controle das várias forças de segurança iraquianas.Segundo a avaliação do porta-voz de al-Maliki, Yassin Majid, as negociações estão demorando demais. Por isso, informou ele, o premiê pedirá para que cada partido apresente três nomes para cada ministério, de forma que ele possa decidir os indicados.Segundo o legislador xiita Hassan al-Sineid, que pertence ao partido de al-Maliki, a decisão pode ser tomada nesta quarta-feira.

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