Al Jacinto/AP Photo
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Atentados matam pelo menos nove pessoas nas Filipinas

A área é uma das mais perigosas da Ásia, devido ao grande número de assassinados

Efe

13 de abril de 2010 | 04h35

Pelo menos nove pessoas morreram após a explosão de dois artefatos explosivos e um tiroteio nesta terça-feira, 13, na região sul das Filipinas, informaram fontes policiais.

 

Por volta das 10h30 locais (23h30 de segunda em Brasília), uma bomba explodiu diante de uma Igreja Católica e junto à casa de um juiz em Isabela, na ilha de Basilán, cerca de mil quilômetros ao sul de Manila, segundo o chefe da Polícia Antonio Mendoza.

 

No local, os supostos autores do ataque iniciaram um tiroteio com as forças de segurança e mataram sete pessoas antes de fugir rumo às montanhas, segundo a mesma fonte.

 

No total, a explosão da bomba e o tiroteio causaram as mortes de três soldados, dois policiais e quatro civis, acrescentou Mendoza.

 

O chefe do comando de Mindanao Ocidental do Exército filipino, general Mohammed ben Dolorfino, indicou que os assaltantes levavam uniformes de militares e policiais e incendiaram um veículo, além de disparar contra a multidão.

 

Pouco antes, uma primeira bomba tinha sido detonada na vizinha Zamboanga, sem causar feridos, segundo Mendoza.

 

Por enquanto, a polícia não atribui a autoria a nenhum grupo concretamente, mas os rebeldes muçulmanos da Frente Moura de Libertação Islâmica e os terroristas de Abu Sayyaf operam na região.

 

O sul da ilha filipina de Mindanao é um dos lugares mais perigosos da Ásia, pois a atividade destas organizações se une à proliferação de assassinatos por encomenda e sequestros, agora mais frequentes pela proximidade das eleições do próximo dia 10 de maio.

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