Atentados matam seis soldados dos EUA no Afeganistão

Uma bomba colocada à beira de uma rodovia no norte e outra instalada numa estrada no sul mataram hoje seis soldados norte-americanos no Afeganistão. Os atentados ocorrem em meio à ofensiva das tropas dos Estados Unidos contra o Taleban no sul, a maior operação militar desde a deposição da milícia islâmica do poder em 2001.

AE-AP, Agencia Estado

06 de julho de 2009 | 15h09

Quatro soldados dos EUA morreram quando seus veículos passaram por uma bomba à beira de uma estrada na província de Kunduz, norte do país, disse o suboficial da Marinha Brian Naranjo, porta-voz militar dos EUA. No sul, outra explosão matou mais dois soldados norte-americanos, afirmou o militar, sem fornecer detalhes sobre a localidade da explosão. Bombas colocadas à beira de estradas e outros ataques insurgentes têm aumentado nos últimos anos, à medida que os militantes estabelecem suas operações.

Cerca de 500 marines, de um grupo de 4 mil que participam da ofensiva em Helmand, transferiram-se para a região de Khan Neshin, informou hoje um comunicado dos marines. "Esta é a primeira vez que forças da coalizão têm uma presença prolongada no vale do rio Helmand. Khan Neshin havia sido uma fortaleza Taleban por muitos anos antes de forças afegãs e da coalizão chegarem e iniciarem discussões com líderes locais, anos atrás", diz a nota.

Civis

O Taleban tem feito um violento retorno nos últimos três anos após sua deposição pela invasão de 2001, liderada pelos EUA. Atualmente, os militantes têm o controle de grandes pedaços do sul e leste do país. Tropas norte-americanas receberam recentemente novas orientações limitando o uso de ataques aéreos com o objetivo de minimizar as mortes de civis afegãos que ameaçam o apoio local à presença de forças estrangeiras.

O novo comandante das forças dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), general Stanley McChrystal, lançou um novo guia para as forças no Afeganistão, dizendo que espera que elas ajudem os soldados a "observar e limitar" o uso de ataques contra áreas residenciais "e outros locais onde possa ocorrer mortes de civis".

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