Atentados na Colômbia têm saldo de 16 mortes e 45 feridos

Pelos menos 16 pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas numa série explosões ocorridas hoje, em Bogotá, durante a posse do presidente da Colômbia Álvaro Uribe. Apesar de nenhum grupo ter assumido a responsabilidade, autoridades locais atribuíram os atentados às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), maior guerrilha sul-americana, que considera Uribe, de direita, alvo militar. Poucos minutos após os ataques, aviões e helicópteros da Força Aérea colombiana sobrevoaram Bogotá com a ordem de derrubar qualquer aeronave que entrasse sem autorização no espaço aéreo da capital. Doze dos mortos eram mendigos que se encontravam em velhos prédios abandonados de onde foram lançados os explosivos. Uma outra explosão a uns 200 metros desse local deixou outros quatro mortos - uma mulher e suas filhas de um, cinco e seis anos -, informou a Rádio Caracol, citando um informe oficial da Polícia Metropolitana de Bogotá. Um dos explosivos caiu nos jardins externos da Casa de Nariño, a sede presidencial, onde se encontrava o então presidente Andrés Pastrana, preparando-se para abandonar o cargo. Um dos guardas de segurança da mulher de Pastrana ficou ferido na explosão no interior do palácio presidencial. Três outros policiais também ficaram feridos. Policiais que se dirigiram ao local conhecido como Rua do Cartucho foram recebidos a pedradas por centenas de mendigos, disseram testemunhas. A Cruz Vermelha e a Defesa Civil resgataram os corpos das vítimas e levaram os feridos a hospitais. Bogotá estava quase toda militarizada para a posse de Uribe. O novo presidente manteve sua agenda, discursou no Congresso e ouviu, já no Palácio de Nariño, um concerto da Sinfônica Jovem de Antióquia. Comenta-se que ele ouviu algumas das explosões, mas só tomou conhecimento da magnitude dos atentados após o encerramento da cerimônia de posse.

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