Atentados na Índia deixam pelo menos 80 mortos e 200 feridos

Série de explosões aconteceu em vários pontos da cidade turística de Jaipur; governo prende um suspeito

Efe e Associated Press,

13 de maio de 2008 | 19h23

Uma série de atentados a bomba praticamente simultâneos em vários pontos da cidade turística de Jaipur, na Índia, deixou pelo menos 80 mortos e 200 feridos nesta terça-feira, 13. "Temos notícias de 80 mortos", assegurou o ministro do Interior do Estado de Rajastão, Gulab Chand Kataria, acrescentando que um suspeito "está sendo investigado", informou a agência France Presse.   Imagens de uma emissora de televisão mostram que uma das bombas explodiu próximo a um templo hindu, deixando bicicletas e outros veículos destroçados em meio à manchas de sangue. Segundo fontes policiais, os artefatos, de média ou baixa potência, explodiram em pontos muito movimentados como bazares e templos a partir das 19 horas - 10h30 em Brasília.   "Não toleraremos ações semelhantes", disse o primeiro-ministro de Rajastán, Vasundhara Raje. A polícia informou que as sete explosões aconteceram em intervalos de poucos minutos nesta localidade, a cerca de 260 quilômetros da capital Nova Délhi. "Trata-se de um atentado terrorista. Não houve informação da inteligência que o antecipasse", disse o diretor geral da polícia, A.S. Gill.   Pânico   As explosões causaram pânico na multidão aterrorizada que estava reunida no centro de Jaipur, que, a essa hora, costuma estar cheio de pessoas e turistas fazendo suas compras em suas ruas povoadas de bazares.   Uma das bombas foi colocada no Badi Chaupar, o principal cruzamento da "cidade rosa", próximo ao Hawa Mahal ou Palácio dos Ventos, jóia arquitetônica do século XVIII, que não sofreu danos pela explosão.   As outras foram detonadas nas duas avenidas que se abrem em direção ao oeste e ao sul a partir do Badi Chaupar, as dos bazares de Tripolia e Johari.   Um dos alvos dos terroristas foi um templo dedicado ao deus-macaco hindu Hanuman no bazar de Tripolia, que, por ser terça-feira, reunia hoje uma multidão de devotos.   Também houve uma explosão na porta de Sanganeri, que dá acesso à cidade amuralhada pelo bazar de Johari. Enquanto os feridos eram levados a hospitais, a Polícia isolou imediatamente a cidade de Jaipur e desdobrou reforços.   Repercussão   O secretário de Informação do Rajastão afirmou que é possível que o ataque pretenda instigar o ódio entre muçulmanos e hindus, duas comunidades que compartilham vida e negócio na "cidade rosa."   Fontes de Inteligência destacaram à rede de televisão NDTV que se trata de um ataque meticulosamente planejado, com pontos muito bem escolhidos para causar o máximo dano possível.   O atentado levou as autoridades de várias cidades, entre elas Délhi e Mumbai, a aumentar o alerta de segurança. O primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, e a presidente do país, Pratibha Patil, condenaram imediatamente o atentado.   Singh pediu calma à população indiana e garantiu a ajuda do governo às autoridades do Rajastão e às famílias afetadas, segundo um comunicado oficial. Já o primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gillani, condenou duramente o atentado.   Em um breve comunicado de seu escritório, Gillani disse que o Paquistão condena todos os atos terroristas e apostou em lutar junto à comunidade internacional para erradicar o fenômeno do terrorismo.   O atentado foi o mais violento registrado no estado do Rajastão, que a cada ano recebe a visita de milhões de turistas indianos e estrangeiros.   Jaipur faz parte do conhecido "triângulo dourado" junto à capital do país e a cidade de Agra, onde fica o mausoléu Taj Mahal.

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