Atentados na Somália matam pelo menos 22 pessoas

Entre os alvos dos ataque está um escritório da ONU, o consulado da Etiópia e o palácio presidencial

Associated Press,

29 de outubro de 2008 | 08h45

Pelo menos 22 pessoas morreram em três ataques suicidas perpetrados nesta quarta-feira, 29, no norte e no nordeste da Somália. A informação é de Ismail Adani, um porta-voz da república separatista da Somalilândia, no norte somali. A onda de ataques suicidas atingiu as regiões de Somalilândia e Puntland em um momento no qual começam, no Quênia, as negociações para discutir a grave crise política neste país do Chifre da África. Entre os alvos estão um escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) Unidas, o consulado da Etiópia e o palácio presidencial na capital da Somalilândia, Hargeisa.   Segundo Adani, 19 mortes estão confirmadas em Somalilândia, mas equipes de resgate ainda procuraram por sobreviventes e buscam mais corpos, motivo pelo qual há temores de que o número de vítimas possa aumentar. Militantes suicidas também atacaram dois complexos do setor de inteligência na região de Puntland, no nordeste somali. Um funcionário do governo local informou que os dois suicidas e um segurança morreram nesse ataque. Cinco pessoas ficaram feridas.   Até o momento, ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. No passado, porém, militantes islâmicos promoveram ações similares para coincidir com o início de esforços liderados pela ONU da solucionar o caos político em que se encontra a Somália.   A Somália não tem governo central desde 1991, quando senhores da guerra derrubaram o ditador Mohamed Siad Barre e depois voltaram-se uns contra os outros. Um governo provisório apoiado pela ONU foi formado em 2004, mas encontra extrema dificuldade para impor autoridade.

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