Atentados não foram cometidos por suicidas, diz TV egípcia

O triplo atentado cometido nesta segunda-feira na cidade egípcia de Dahab, na península do Sinai, não foi obra de suicidas, segundo as primeiras informações oferecidas pela televisão egípcia. Segundo o Ministério do Interior, os atentados mataram seis egípcios e quatro turistas estrangeiros, cujas nacionalidades não foram reveladas, e deixaram outros 100 feridos. As forças de segurança acreditam que as três explosões, que aconteceram de forma quase simultânea por volta das 19h15 (14h15 de Brasília), foram causadas por bombas de efeito retardado, acrescentou a fonte. As forças de segurança isolaram os lugares atacados - um hotel, um mercado e uma ponte -, e estabeleceram postos de controle nas entradas e saídas de Dahab, no litoral do Golfo de Ácaba, disse o governador da província do Sul do Sinai, general Mohamad Hani, citado pela emissora. "A situação está sob controle", afirmou Hani, afirmando que a maioria das vítimas é egípcia e que os feridos foram levados ao hospital de Dahab e ao da vizinha Sharm el-Sheikh. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria dos atentados, que aconteceram poucos dias depois do anúncio da detenção de 22 extremistas islâmicos egípcios acusados de "conspirar" para cometer ataques contra alvos turísticos no país. Os ataques ocorreram na véspera da Festa da Libertação do Sinai e durante as comemorações de "Sham el Nessim", uma das mais antigas festividades dos egípcios. Dahab fica entre a localidade de Sharm el-Sheikh - onde em julho passado cerca de 60 pessoas morreram, incluindo estrangeiros, e cerca de 200 ficaram feridas em atentados semelhantes - e a fronteiriça de Taba, onde em 2004 houve outro atentado com bomba no hotel Hilton, também com várias vítimas. Como várias localidades costeiras do Sinai, Dahab é um centro turístico famoso às margens do Mar Vermelho, considerado um dos paraísos para os praticantes de atividades submarinas.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 18h51

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