Atentados no Egito deixaram 23 mortos

O número de mortos nas três explosões que ocorreram quase simultaneamente segunda-feira, na cidade turística de Dahab, no Egito, subiu para 23, entre eles cinco estrangeiros, inclusive uma criança alemã, segundo um comunicado do Ministério do Interior. Entre os feridos, segundo o comunicado, estão 42 egípcios e 20 estrangeiros, inclusive um israelense. A ação terrorista foi condenada por países ocidentais e árabes. O Governo da Autoridade Nacional Palestina, liderado pelo Hamas, considerou o atentado um "ataque criminoso cometido conta inocentes". As explosões aconteceram às 19h15 (14h15 de Brasília), horário em que o fluxo de pessoas no centro comercial em Dahab era grande, especialmente devido à comemoração da Libertação do Sinai e do Sham El Nessim, uma das mais antigas festividades do Egito. O governador do norte do Sinai, Ahmed Abdelhamid, cancelou as festas desta terça-feira, data em que se comemora a devolução da península ao Egito por parte de Israel, após os Acordos de Camp David, em 1979. Turismo seria o alvo Os ataques aconteceram poucos dias após o anúncio da detenção de 22 extremistas islâmicos egípcios acusados de conspiração para promover ataques a pontos turísticos no país. Na opinião de vários analistas entrevistados por diferentes canais egípcios, os atentados fariam parte de um plano para prejudicar o turismo no país, atividade que atualmente representa a segunda maior fonte de receitas do Egito. Os três ataques foram cometidos na área onde fica a maior parte das cafeterias e lojas de Dahab, cidade que tem crescido muito nos últimos anos graças ao turismo.

Agencia Estado,

25 Abril 2006 | 02h37

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