Atentados põem Israel em alerta máximo

As forças de segurança de Israel estavam em alerta máximo nesta quarta-feira por terem recebido numerosas informações sobre a iminência de novos atentados de palestinos.O comandante da polícia de Jerusalém, Mike Levy, informou que uma bomba contendo significativa quantidade de explosivo foi desativada pelos técnicos na noite de terça para quarta-feira, perto de um salão de festas no bairro de Talpiot.Hoje morreram duas mulheres feridas gravemente no ataque a tiros do dia anterior por um palestino de um grupo ligado à Fatah em um ponto de ônibus, no centro da parte judaica de Jerusalém. Outras 13 pessoas foram feridas pelos disparos.As autoridades temem uma escalada de atentados suicidas porque o grupo radical fundamentalista islâmico Hamas pôs fim a seu compromisso com um cessar-fogo ordenado pelo presidente da Autoridade Palestina (AP) em dezembro e anunciou "guerra total", em retaliação por Israel ter matado quatro de seus militantes, também na terça-feira."Devemos esperar agora ataques terroristas muito mais graves, nunca vistos antes", declarou ao Parlamento o chefe do Serviço de Informações das Forças Armadas, general Aharon Zehevi.A tensão também é grande entre a população nos territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia, ocupados por Israel desde 1967. A AP se preparava para novos bombardeios ou cerco a israelenses a cidades autônomas em retaliação pelo atentado em Jerusalém.Cerca de 15.000 palestinos acompanharam hoje, entoando slogans pedindo vingança, os funerais de cinco militantes do grupo radical Hamas: quatro foram mortos pelos comandos israelenses na madrugada de terça-feira, durante invasão do apartamento em que estavam, nos arredores de Nablus, e um outro morreu na repressão da polícia palestina a centenas de manifestantes que tentavam invadir uma delegacia para libertar militantes do Hamas presos por ordem da AP. As forças palestinas usaram munição real para dispersar a multidão.O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e o ministro da Defesa, Biniyamin Ben-Eliezer, mantiveram na noite de terça-feira consultas para escolher os alvos a atacar. Tanques israelenses já bloqueiam várias cidades e vilas palestinas, entre elas Jenin, Ramallah, Nablus e Qalqiliya.A União Européia pretende apresentar um protesto formal a Israel por ter destruído várias obras financiadas por ela, entre as quais o aeroporto internacional de Gaza e a sede da rádio palestina. A França informou que vai pedir que Israel pague pelo prejuízo.Em Washington, o ex-primeiro-ministro de Israel Ehud Barak disse à imprensa israelense que Arafat - com quem quase selou um acordo de paz em 2000 - se comporta como um terrorista e "bem pode ser um terrorista".Estados Unidos e Rússia pressionaram hoje o líder palestino para que cumpra a promessa de coibir a ação dos extremistas.Em Jerusalém, o líder da oposição parlamentar israelense, o ex-ministro Yosi Sarid, disse que Sharon tem de reconhecer o fracasso de sua política de responder aos atentados com o uso da força. "Jamais houve tamanho número de vítimas israelenses", afirmou.

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