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AFP PHOTO/Jennifer Huxta
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Ateus do Quênia pedem na Justiça anulação de feriado pela visita do papa Francisco

Presidente de associação alega que medida decretada pelo ministro do Interior, Joseph Nkaissery, viola a separação entre Estado e Igreja estabelecida na Constituição do país

O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2015 | 10h25

NAIRÓBI - A associação Ateus no Quênia pediu nesta quarta-feira, 25, a anulação judicial do feriado nacional decretado para amanhã em razão da visita do papa Francisco a Nairóbi. 

O processo, apresentado na manhã desta quarta na Corte Suprema, alega que o feriado não programado prejudica a economia e desrespeita os artigos 8º, 9º e 32º da Constituição do país.

O presidente da associação, Henry Mumia, afirmou que o feriado viola a separação entre Estado e Igreja estabelecida na Constituição e que o governo ignorou o fato de o Quênia ser um país laico.

"Nem todos os quenianos são católicos e não devem estar sujeitos a um feriado nacional que reconhece a visita de um líder de uma denominação cristã", criticou Mumia ao jornal "The Star".

O ministro do Interior, Joseph Nkaissery, publicou ontem um decreto especial que decretava de forma oficial a quinta-feira como feriado, dia em que o papa Francisco celebrará uma grande missa no centro de Nairóbi, capital do país.

O pontífice inicia nesta quarta uma grande e arriscada viagem pela África para divulgar uma mensagem de paz e reconciliação aos países afetados pela violência armada e a deterioração dos direitos humanos, como Quênia, Uganda e República Centro-Africana.

Francisco chega nesta tarde em Nairóbi, em meio a reforçadas medidas de segurança e grande esperança dos quenianos. / EFE

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