Atingida por escândalo, ONU impõe restrições a funcionários

A Organização das Nações Unidas (ONU), atingida por um escândalo em seu departamento de compras, impôs restrições a todo o pessoal envolvido na aquisição de bens e serviços para a organização. As novas regras, que entram em vigor imediatamente, proíbem os empregados, com qualquer grau de envolvimento com o setor, de pedir ou aceitar emprego dos fornecedores que fazem negócios com a ONU. Ex-empregados também ficam proibidos, por dois anos, de representar terceiros em transações que faziam parte de suas responsabilidades oficiais, enquanto trabalhavam para a ONU. Há algum tempo a ONU tem conhecimento dos problemas em seu departamento de compras, "que estamos tentando solucionar agora", disse o porta-voz chefe da organização, Stephane Dujarrick, que classificou as novas restrições como algo sem precedentes. As regras foram anunciadas um dia depois de o executivo indiano Nishan Kohli declarar-se culpado, diante de um tribunal federal de Manhattan, de subornar um comprador da ONU com dois apartamentos de luxo, em troca de influência para conseguir mais de US$ 50 milhões em contratos da organização para empresas representadas por ele, incluindo a estatal indiana Telecommunications Consultants India Ltda. O funcionário, Sanjay Bahel, declarou-se inocente em novembro, e deve ir a julgamento em maio. A ONU investiga o departamento de compras há vários anos, mas apenas em janeiro passado afastou oito funcionários. Três deles foram exonerados, dois outros voltaram ao trabalho, mas terão de responder a alegações de má administração, e três continuam afastados, aguardando a conclusão das investigações. Há um ano, o assessor do departamento, Alexander Yakovlev, da Rússia, declarou-se culpado por lavagem de dinheiro.

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