REUTERS/Vincent Kessler
REUTERS/Vincent Kessler

Atirador abre fogo em feira natalina em Estrasburgo, na França

Polícia local afirmou que ao menos quatro pessoas morreram e 11 ficaram feridas, e que o suspeito continua solto; autoridades identificaram atirador e ele constava em lista de suspeitos do serviço secreto francês

O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2018 | 18h16

Três pessoas morreram e pelo menos 12 ficaram feridas, segundo o minitro do Interior francês, Christophe Castaner, após um atirador abrir fogo contra pessoas em uma feira de Natal na cidade francesa de Estrasburgo, perto da fronteira com a Alemanha, afirmou a polícia local.

A polícia disse que o atirador solitário, que está foragido, atacou em diferentes lugares ao redor do centro da cidade antes das 20h, no horário local (17 horas em Brasília) onde a feira está acontecendo. O Mercado de Natal de Estrasburgo, que começou em 1570, é um dos eventos sazonais mais populares da França. A feira recebe cerca de dois milhões de visitantes por ano, e é considerada uma das mais tradicionais da Europa.

Testemunhas disseram que ele havia disparado uma primeira série de tiros perto do mercado por volta das 20h, e depois uma segunda rodada alguns metros adiante. “Houve tiros e pessoas correndo por toda parte”, disse um vendedor local à BFM TV. "Durou cerca de 10 minutos."

O promotor público declarou o incidente como "terrorismo" e anunciou que um inquérito foi aberto para investigar o "assassinato e tentativa de assassinato". O ministro do Interior da França, Christophe Castaner, disse que o atirador "foi identificado" e era conhecido por policiais que procuravam por ele.

O atirador era conhecido pelos serviços de segurança interna da França como “suspeito de representar risco à segurança”, disse a prefeitura da cidade. Cerca de 26.000 pessoas suspeitas de representar um risco de segurança para a França estão na lista de observação do serviço secreto francês, das quais cerca de 10.000 são consideradas radicais.

O centro de Estrasburgo ficou fechado, e a polícia pediu aos moradores que ficassem em casa e que os restaurantes fechassem as portas e não permitissem que os clientes saíssem. 

O Parlamento Europeu, que está atualmente em Estrasburgo, foi colocado sob bloqueio, e a divisão de conscientização de segurança do parlamento enviou uma mensagem aos eurodeputados aconselhando aos estivessem no local que não saíssem.

Vários eurodeputados relataram ter ouvido tiros. O eurodeputado Richard Corbett twittou que ele estava jantando na cidade “onde os tiros foram disparados”. O restaurante “não deixava ninguém entrar nem sair”, acrescentou. 

A prefeitura local escreveu em sua conta no twitter que as pessoas devem evitar a área perto da sede da polícia da cidade.

Em um vídeo publicado por uma emissora de televisão francesa, é possível ver a polícia chegando na rua onde ocorre a feira natalina.

Vídeos publicados na internet mostram pessoas fugindo e gritando.

A França continua em alerta máximo após sofrer uma onda de ataques encomendados ou inspirados por militantes do Estado Islâmico em 2015 e 2016, que mataram mais de 200 pessoas.

Em 2016, um caminhão foi deliberadamente levado ao mercado de Natal em Berlim, matando 12 pessoas e ferindo 56 outras. O criminoso Anis Amri, um tunisiano que não conseguiu asilo na Alemanha, foi morto quatro dias depois em um tiroteio com policiais perto de Milão, na Itália.

O presidente francês Emmanuel Macron, atualmente lutando para conter quatro semanas de distúrbios civis do movimento dos "coletes amarelos", interrompeu uma reunião ministerial na noite de segunda-feira. / AFP, AP e REUTERS

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