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Atirador ataca trem na França; investigação considera terrorismo

Os dois feridos no incidente são americanos (aparentemente militares) que se jogaram sobre o atirador e o renderam, de acordo com testemunhas; um deles está gravemente ferido

O Estado de S. Paulo

21 de agosto de 2015 | 21h28

PARIS - A Procuradoria de Paris encaminhou à Subdireção Antiterrorista da Polícia (SDAT) a investigação sobre o tiroteio em que duas pessoas ficaram gravemente feridas em um trem Thalys nesta sexta-feira, 21. O trem, que circulava entre Amsterdã e Paris, foi desviado para Arras, onde o autor dos tiros foi detido por forças oficiais. O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse ter se tratado de um ato de terrorismo. 

O órgão justificou a transferência das pesquisas à SDAT com o fato de que o autor do ataque, que está preso na delegacia de Arras (norte da França), estava fortemente armado, e citou o desenvolvimento dos incidentes e o "contexto". 

Segundo a emissora de rádio "France Info", que citou fontes policiais, trata-se de um homem de 26 anos "marroquino ou de origem marroquina" que carregava uma pistola automática, um fuzil Kalashnikov e várias armas brancas. Ele embarcou no trem em Bruxelas. O agressor já havia sido alvo de investigação dos serviços secretos por possível envolvimento com movimentos terroristas.

Os dois feridos são dois americanos (aparentemente militares) que se jogaram sobre o atirador e o renderam, de acordo com as fontes. Um deles está gravemente ferido. A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama está acompanhando o desdobramento dos fatos e afirmou que a "ação heróica" dos militares americanos "pode ter impedido uma tragédia maior". 

O presidente francês, François Hollande, conversou com Michel sobre os incidentes, que ocorreram quando o trem estava em território belga, a caminho da França. Hollande e Michel cooncordaram em "unir esforços e cooperar estreitamente na investigação aberta", declarou o Palácio Eliseu em comunicado.

O líder francês mostrou "solidariedade" com os feridos e insistiu que "está sendo feito o possível para esclarecer esse drama e obter todas as informações sobre o que ocorreu". Hollande disse que está sendo constantemente informado sobre a situação.

O ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, foi a Arras e a expectativa é que conceda uma entrevista coletiva para divulgar detalhes sobre a investigação e confirmar se foi um ataque terrorista. / EFE


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