Sergey Ponomarev/NYT
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Atirador canadense mata integrante do Estado Islâmico a 3,5 km de distância, dizem militares

Soldado usou um fuzil McMillan Tac-50 para efetuar o disparo; a arma já havia quebrado diversos recordes de tiros durante a Operação Anaconda no Afeganistão em 2002

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2017 | 15h14

TORONTO, CANADÁ -  A bala certeira de um atirador de elite de do Exército do Canadá percorreu 3,5 quilômetros em dez segundos para matar um militante do Estado Islâmico no mês passado, em um tiro que quebrou o recorde mundial de execuções à distância em operações militares. A informação foi publicada pelo jornal canadense Globe and Mail.

O Comando de Operações Especiais do Exército canadense confirmou a operação, sem dar detalhes. “Por razões de segurança e para preservar a segurança de nosso pessoal e da coalizão não daremos detalhes sobre como ocorreu o episódio”, disse o comando em nota. “O nosso comando provê auxílio para tropas iraquianas detectar atividades do Estado Islâmico e ajuda no combate de longe da linha de frente de combate.”

Segundo o jornal, o atirador usou um fuzil McMillan Tac-50 para executar o tiro - uma arma fabricada nos Estados Unidos, de calibre .50 muito usada pelo Exército canadense. O atirador contou com o auxílio de um auxiliar - chamado de “observador” para identificar o alvo e repassar as informações. 

O Exército canadense, no entanto, tratou o episódio como “um incrível feito que atesta a qualidade das Forças Armadas do país”. 

“Acertar um alvo a uma distância dessas não tem precedentes”, disse o general Michael Rouleau ao jornal. 

O recorde anterior pertencia a um soldado britânico que matou um membro do Taleban no Afeganistão a uma distância de 2,4 quilômetros.  O atirador canadense estavam em uma posição bastante elevada e calculou a trajetória da bala e as condições atmosféricas para executar o disparo. 

Apesar de ter um Exército relativamente pequeno, o Canadá se especializou no treinamento de atiradores de elite. “É uma expertise de classe mundial”, disse uma fonte militar. “É uma habilidade que poucos Exércitos no mundo possuem.

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