Giorgio Vieira/EFE
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Atirador da Flórida vai se declarar culpado para evitar pena de morte

Nikolas Cruz foi acusado de 17 assassinatos premeditados e está preso aguardando julgamento; presidente Donald Trump realizou visita a alguns sobreviventes do tiroteio

O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2018 | 06h47

MIAMI- O autor confesso do massacre de 17 pessoas em uma escola de ensino médio de Parkland, na Flórida, Nikolas Cruz, vai se declarar culpado pelos crimes para evitar que seja condenado à pena de morte.

Autoridades do condado de Broward confirmaram a oferta, que no entanto, deve ser aprovada ou rejeitada pelo Estado da Flórida, segundo publicaram alguns veículos de imprensa locais.

Cruz, que sofre de problemas mentais, foi acusado de 17 assassinatos premeditados e está preso aguardando julgamento.

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"Ele cometeu este crime, todo mundo viu. Todos sabem, ele admitiu", afirmou o defensor público Howard Finkelstein, ao jornal "Miami Herald".

"O crime é horrível e além das palavras, isso será reduzido a um problema: ele viverá ou morrerá?", acrescentou.

O jovem de 19 anos, disparou indiscriminadamente na escola Marjory Stoneman Douglas, na última quarta-feira, 14, com um rifle semiautomático e matou 17 pessoas.

A procuradora-geral da Flórida, Pam Bondi, disse estar "segura" que os promotores buscarão a pena de morte para Cruz.

Além dos 17 mortos, o tiroteio de Parkland deixou 15 feridos, dos quais três permanecem em estado crítico nos hospitais Broward Health Medical Center e Broward Health North.

Seu advogado, Gordon Weekes, qualificou o autor do massacre como um jovem problemático e que se encontra "profundamente arrependido" e "consciente do que está passando" durante a audiência da última quinta, 15, quando foram apresentadas as acusações.

A juíza Kim Theresa Mollica ordenou a prisão sem fiança para Cruz, quem compareceu na corte com um uniforme laranja e não estabeleceu contato visual com a magistrada.

O jovem, que tinha recebido tratamento psiquiátrico por um tempo numa clínica especializada, tinha sido expulso da escola no ano passado após uma briga com o atual parceiro da sua ex-namorada.

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Visita. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizou na sexta-feira, 16, uma visita surpresa a alguns dos sobreviventes do tiroteio na escola de ensino médio Marjory Stoneman Douglas, no sul da Flórida, onde morreram 17 pessoas.

Trump e a primeira-dama, Melania, visitaram o hospital Broward Health North Hospital, localizado em Pompano Beach, e que é um dos centros para onde foram transferidos alguns feridos do massacre em Parkland, em uma visita que não tinha sido anunciada pela Casa Branca.

Imagens divulgadas por emissoras de TVs locais mostram o presidente e a primeira-dama caminhando pelos corredores do centro médico, após visitar os sobreviventes do ataque e agradecer aos médicos e profissionais da saúde pelos seus esforços em atender os feridos.

A Casa Branca tinha anunciado anteriormente que Donald Trump viajaria nesta sexta para a Flórida, com o objetivo de se reunir com os familiares das vítimas do tiroteio. /EFE

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