Atirador de escola Amish sonhava em molestar crianças

O homem que abriu fogo contra meninas em uma escola Amish no estado da Pennsylvania, nos Estados Unidos, teria dito à sua esposa que havia molestado crianças décadas atrás e deixou uma nota afirmando ter "sonhos de molestar novamente". A informação foi passada à imprensa nesta terça-feira pelo comissário da polícia estadual Jeffrey B. Miller.Miller ressalvou que os investigadores ainda não conseguiram confirmar as declarações de Charles Carl Roberts IV e comentou que membros da família não sabiam nada sobre os abusos alegados.Nas primeiras horas desta terça-feira, mais duas crianças morreram em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros, elevando a seis o número de mortos no incidente, sendo cinco meninas e o atirador, que suicidou-se. Cinco crianças permaneciam hospitalizadas nesta terça, um dia depois do tiroteio em uma área bucólica do condado de Lancaster. Este é o quarto caso de violência em escolas americanas em menos de uma semana nos Estados Unidos. Roberts escreveu notas de suicídio para sua mulher e filhos, pegou três armas e munição e foi para a escola pronto para um prolongado cerco. Ele também levava consigo lubrificante íntimo e algemas de plástico comprados há apenas uma semana. Não havia evidências de que alguma das crianças tenha sido molestada sexualmente, mas é possível que Robert tenha planejado fazer algo nesse gênero, disse Miller. A esposa de Robert disse que ele também estava aborrecido com a morte de uma de suas filhas, que faleceu logo após o nascimento, no fim dos anos 90, informou o comissário."Ele declara em seu bilhete de suicídio que tinha sonhos de fazer novamente aquilo que fez 20 anos atrás", disse Miller. Roberts promoveu o ataque e suicidou-se aos 32 anos, disseram autoridades locais.Ao conversar por telefone com a esposa quando já estava dentro da escola, "Roberts contou a ela que havia molestado duas parentes menores de idade 20 anos antes", concluiu Miller.

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