Drew Angerer/Getty Images/AFP
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Atirador de Las Vegas modificou 12 armas para transformá-las em automáticas

Autoridades disseram que disparos duraram entre 9 e 11 minutos, e Stephen Paddock teria colocado dispositivos nas culatras para poder abrir fogo de maneira mais rápida

O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2017 | 09h56

LAS VEGAS, EUA - O autor do ataque a tiros realizado no domingo 1.º, em Las Vegas - quando o contador aposentado Stephen Paddock abriu fogo contra centenas de pessoas, matando 59 e ferindo mais de 500 - modificou um total de 12 armas para convertê-las em automáticas. Elas foram disparadas entre 9 e 11 minutos, segundo revelaram as autoridades na terça-feira 3.

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Na última entrevista coletiva do dia sobre o ataque a tiros, o vice-prefeito do condado de Las Vegas, Kevin McMahill, reconheceu que as autoridades têm ainda "mais perguntas" que respostas sobre os motivos que levaram Paddock, de 64 anos, a realizar o massacre.

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Segundo McMahill, ele ficou disparando "entre 9 e 11 minutos" no domingo, de um quarto do hotel Mandalay Bay e depois se suicidou.

Paddock modificou até 12 rifles semiautomáticos com dispositivos nas culatras para poder abrir fogo de maneira completamente automática e em um ritmo mais rápido. As informações foram relatadas pela agente Jill Snyder, da Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos dos EUA (ATF, sigla em inglês).

De acordo com Jill, foram recuperadas um total de 47 armas de fogo em três locais diferentes: o hotel Mandalay Bay e duas residências de Paddock. Todo o armamento foi adquirido em quatro Estados pelo atirador.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou desconhecer se o autor do ataque tinha alguma ligação com o grupo jihadista Estado Islâmico (EI). "Eu não tenho ideia", disse Trump aos jornalistas, a bordo do Air Force One, quando retornava de Porto Rico.

Trump viaja nesta quarta-feira, 4, para Las Vegas, onde se reunirá com as autoridades locais e parentes das vítimas do massacre. Ele evitou falar sobre o controle de armas de fogo nos EUA, embora tenha reconhecido que "talvez" esse debate se abra "em algum momento". / EFE

 

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