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Atirador de Montreal é acusado por 16 crimes no Canadá

Richard Henry Bain responde por ter entrado em comício do Partido Quebequense e atirado contra a multidão

AE, Agência Estado

06 de setembro de 2012 | 15h57

MONTREAL - O suspeito detido após um tiroteio que deixou um morto na madrugada de quarta-feira em Montreal, no Canadá, foi indiciado nesta quinta-feira, 6, por 16 crimes, incluídos assassinato, tentativa de assassinato e posse de explosivos. Richard Henry Bain, de 62 anos, é acusado de matar a tiros um homem de 48 anos no comício da vitória da candidata do separatista Partido Quebequense, Pauline Marois, e de ferir gravemente um outro de 26.

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Bain também é acusado de tentar matar outro civil e um policial que estavam no evento. Ele foi conduzido a um tribunal nesta quinta-feira e uma nova audiência foi marcada para 11 de outubro.

Pauline Marois, primeira-ministra eleita de Québec, estava fazendo seu discurso de vitória no teatro em Montreal quando Bain atacou a multidão a tiros. Ele não estava no saguão do teatro onde a maior parte das pessoas estavam reunidas, mas em um beco vizinho ao prédio. Denis Banchette, de 48 anos, foi morto.

A promotora Elaine Perreault disse que Bain tinha mais de 22 armas registradas e um número não determinado de armas sem registro. Questionada sobre os motivos do ataque de Bain, ou se ele planejava realizar um atentado contra a premiê eleita, a promotora disse que as investigações prosseguem, mas que ainda não é possível afirmar isso.

Quando foi detido, logo após realizar os disparos, Bain gritou "os ingleses estão acordando" em francês. Pessoas que conhecem Bain, no entanto, dizem não saber se ele teria motivos para realizar o ataque contra os francófonos. Ele é dono de um resort de caça e pesca, 145 quilômetros ao norte de Montreal, em La Conception. Marie-France Brisson, prefeita do município, disse que Bain sempre se comunicava com os outros moradores, empresários e empregados em francês, embora ruim, e não em inglês.

Marois não sofreu nenhum ferimento e foi retirada rapidamente pelos guarda-costas. Ela lamentou mais tarde a tragédia e disse que ela foi provocada por alguém que provavelmente tem "sérios problemas de saúde".

Com AP e Dow Jones

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