Atirador de Virginia Tech agiu sozinho, diz polícia

Ele não era aluno da universidade nem tinha laços com o policial que assassinou na quinta-feira, antes de se suicidar

BLACKSBURG, VIRGÍNIA, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2011 | 03h05

O atirador que matou um policial e colocou a Universidade de Virginia Tech - palco do massacre de 32 pessoas em 2007 - em alerta por quatro horas agiu sozinho e não era aluno da escola. Segundo a polícia da Virgínia, ele cometeu suicídio após executar o policial Deriek Crouse, a única vítima do ataque. A identidade do suspeito não foi divulgada.

Ainda de acordo com os investigadores, ao contrário do que diziam as primeiras versões do ataque, o atirador não estava no veículo parado pelo policial no estacionamento do ginásio poliesportivo McComas Hall. O suspeito fugiu para outro pátio, a 800 metros dali, trocou de roupa, e cometeu suicídio, disse a porta-voz da polícia Corinne Geller.

O motivo do ataque ainda é desconhecido. A polícia disse que o suspeito não tinha ligação com a vítima. A investigação concentra-se, agora, em descobrir o motivo do crime.

Segundo a porta-voz, Crouse parara o carro de um estudante para uma inspeção de rotina. O atirador então se aproximou dos dois e atirou no policial. A testemunha, diz a polícia, não tem envolvimento com o crime e tem ajudado nas investigações. O suspeito correu para o outro estacionamento e foi avistado por um outro guarda "em atividade suspeita". Quando o oficial se aproximou, o atirador estava morto, com a arma do crime ao lado.

Crouse era um veterano do Exército e pai de cinco filhos. Ele entrou para a polícia do câmpus, que conta com um efetivo de 50 guardas, em outubro de 2007, Segundo a universidade, ele foi premiado pelo esforço para reduzir os casos de embriaguez ao volante no câmpus.

Na noite de quarta-feira, os alunos da universidade fizeram uma vigília pela vítima. Outra homenagem seria realizada na noite de ontem. / EFE e AP

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