New York Times
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Atirador de Washington agiu sozinho, diz polícia

Suspeito foi descrito como um rapaz interessado no budismo, mas com surtos de raiva

O Estado de S. Paulo,

17 Setembro 2013 | 03h52

(Atualizada às 15h10) A chefe de polícia do Distrito de Columbia, Cathy Lanier, afirmou nesta terça-feira, 17, que apenas um atirador foi responsável pelo ataque contra a base da Marinha americana, em Washington, que deixou 12 pessoas mortas na segunda-feira 16. O atirador, identificado como Aaron Alexis, de 34 anos, um reservista e prestador de serviços da Marinha, foi descrito como um rapaz interessado no budismo, mas com surtos de raiva.

Segundo a agência de notícias Associated Press, uma fonte afirmou que Alexis sofria de paranoia, desordem do sono e que ouvia vozes na sua cabeça, mas que desde agosto era tratado pelo Departamento de Saúde da Administração de Veteranos. No entanto, como Alexis não foi declarado mentalmente incapaz, sua credencial de acesso ao complexo da Marinha da época em que foi reservista continuava válida.

Oficiais da Marinha também relataram alguns problemas de comportamento. Desde que entrou para a Marinha, em 2007, até sair, em janeiro de 2011, foram registradas entre 8 e 10 condutas criminais, dentre elas insubordinação, desordem e ausências não autorizadas do trabalho, informaram as fontes.

Agentes do FBI tentam descobrir se a saúde mental de Alexis piorou no último ano, disseram os oficiais. Familiares de Alexis foram entrevistados na segunda-feira em Nova York e confirmaram às autoridades que ele tinha problemas mentais e havia procurado tratamento.

"É realmente difícil de acreditar que uma pessoa com histórico desse homem conseguiu manter uma credencial que dava acesso à base", disse o prefeito de Washington, Vincent Gray. Em entrevista coletiva, o prefeito também afirmou que os mortos têm entre 46 anos e 73 anos e que as famílias dos mortos ainda estão sendo avisadas sobre a morte de seus familiares.

Segundo a polícia, os motivos que levaram ao ataque de segunda-feira ainda não estão claros, mas no passado o suspeito teria se queixado de sofrer discriminação na Marinha. O rapaz também teve problemas com as autoridades locais, incluindo dois episódios com tiros.

Alexis disse à polícia em 2004, quando foi interrogado por causa de um incidente no qual atirou contra os pneus de um carro em Seattle, que sofria de problemas psiquiátricos. Naquela época, seu pai disse à polícia que o filho sofria de estresse pós-traumático porque estava em Nova York durante os ataques terroristas de setembro de 2011.

Alexis não serviu em combate no exterior e foi forçado a sair das Forças Armadas após outro incidente relacionado a armas em 2010.

Alexis foi contratado pela The Experts, empresa de Fort Lauderdale, que presta serviços para a Hewlett-Packard. Thomas Hoshko, executivo-chefe da The Experts, disse que Alexis trabalhou para a empresa numa base norte-americana no Japão entre setembro de 2012 e janeiro de 2013 sem qualquer incidente e que ele foi contratado em julho para uma projeto no estaleiro da Marinha. / AP e DOW JONES

Assista ao vídeo, em inglês, com pronunciamento do FBI:

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