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Atirador deixa 5 mortos e 8 feridos em aeroporto na Flórida

Atirador havia acabado de desembarcar de um voo do Alasca com uma arma despachada legalmente em sua mala, segundo informou o comissário do Condado de Broward

O Estado de S. Paulo

06 Janeiro 2017 | 16h34

FORT LAUDERDALE, EUA - Um atirador abriu fogo nesta sexta-feira perto de uma esteira de bagagem do Aeroporto Internacional Fort Lauderdale-Hollywood, na Flórida. Ele matou cinco pessoas e feriu oito antes de ser capturado pela polícia. Segundo um senador americano, o suspeito tinha uma identificação militar com o nome Esteban Santiago Ruiz, de 26 anos. 

O homem detido, criado em Porto Rico, partiu de Anchorage, no Alasca, e fez escala em Minneapolis até chegar à Flórida. Ele havia acabado de desembarcar com uma arma despachada legalmente em sua mala, segundo informou o comissário do Condado de Broward, Chip LaMarca, no Twitter. Santiago recuperou sua bagagem, foi até o banheiro, carregou a arma, voltou ao local da esteira e começou a disparar, de acordo com LaMarca. 

Durante ao menos duas horas, imagens aéreas de TVs americanas mostraram dezenas de passageiros correndo pelas pistas do aeroporto, entre aviões estacionados. Alguns chegaram a se abrigar sob as aeronaves e veículos no local. O aeroporto foi fechado e todos os voos foram suspensos ou desviados. A polícia chegou a alertar para novos disparos no Terminal 1 e recomendou à população que se abrigasse. Na entrevista coletiva ao fim do episódio, o xerife Scott Israel esclareceu que não houve um segundo ataque. 

As autoridades informaram que o atirador se entregou sem resistência para ser levado sob custódia. Segundo os investigadores, era muito cedo para falar em ato de terrorismo. A primeira hipótese levantada foi a de um veterano de guerra com problemas mentais. Santiago serviu na Guarda Nacional e foi enviado para o Iraque. Um porta-voz do senador Bill Nelson, da Flórida, foi o primeiro a informar a identidade do homem.

O presidente eleito dos EUA, Donald Trump, afirmou pelo Twitter que acompanhava a situação. “Monitorando a terrível situação na Flórida. Já falei com o governador (Rick) Scott. Pensamentos e orações a todos. Fiquem seguros”, escreveu. 

Consultado pelo Estado, o Consulado-Geral do Brasil em Miami informou ter entrado em contato com autoridades do Condado de Broward e o Escritório Regional do Departamento de Estado, e não havia até a noite desta sexta-feira informações sobre vítimas brasileiras. 

O gabinete do xerife informou que os primeiros alertas sobre tiros no local foram emitidos às 12h55 (15h55 em Brasília). O Terminal 2 foi esvaziado logo em seguida, assim como as áreas próximas dos portões D4 e D5, na região norte do aeroporto. 

 

 

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Uma testemunha, John Schlicher, disse à emissora MSNBC que o atirador era um “homem magro” que estava “atirando diretamente contra” quem aguardava por suas bagagens nas esteiras. Ele usava uma camiseta da sequência Guerra nas Estrelas.

“Abaixei minha cabeça e rezei”, disse Schlicher, acrescentando que sua mulher prestou primeiros socorros a alguém atingido na cabeça. Sua sogra usou o suéter para tentar ajudar outra vítima, mas descobriu que ela já estava morta. Schlicher relatou ter visto o atirador recarregar a arma para mais uma rodada de disparos, mas não soube precisar quantos tiros foram dados.

O ex-secretário de Imprensa da Casa Branca Ari Fleischer tuitou que estava no aeroporto no momento dos disparos e “todo mundo estava correndo”. Outra testemunha, Mark Lea, afirmou também à MSNBC que não havia “razão” aparente para o que estava acontecendo. “Ele (atirador) não disse nada, permaneceu quieto o tempo todo e não gritou nada”, disse Lea. / REUTERS, AP e EFE, COLABOROU CLÁUDIA TREVISAN 

 

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