Ennio Leanza/AP
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Atirador deixa três feridos em centro islâmico de Zurique

Um homem de 30 anos, outro de 35 e um terceiro de 56 ficaram gravemente machucados

Jamil Chade, correspondente em Genebra, O Estado de S. Paulo

19 Dezembro 2016 | 15h56

Um ataque a tiros em um centro islâmico de Zurique deixou três feridos horas antes de a polícia da cidade suíça encontrar um morto a poucos metros de distância do local do incidente. Até a noite de ontem, a polícia de Zurique informava que ainda não tinha estabelecido se havia uma ligação entre os feridos e o corpo encontrado.

Imediatamente após o ataque a tiros, forças da polícia foram deslocadas em grande número para a área do centro islâmico e também ocuparam algumas das pontes da cidade.

Segundo testemunhas, um homem de aproximadamente 30 anos, vestindo roupas escuras e uma touca de lã entrou no centro religioso aproximadamente às 17h30 locais. 

Naquele momento, pelo menos uma dezena de fiéis estava no local, fazendo as orações diárias. O homem começou a disparar contra os fiéis, muitos da Eritreia, da Somália e do Norte da África. 

Um homem de 30 anos, outro de 35 e um terceiro de 56 ficaram gravemente feridos e foram levados a hospitais. A polícia de Zurique não divulgou suas identidades nem qualquer detalhe da investigação. Mas testemunhas no local contaram que o atirador usava uma máscara na hora dos disparos e fugiu a pé, perto da principal estação de trem da capital financeira da Suíça. Uma operação de busca foi lançada pelas autoridades. 

A polícia isolou a área. Alguns policiais estavam perto da entrada do prédio na rua Eisgasse, quase esquina da rua Militaerstrasse, onde fica o centro islâmico e os escritórios de algumas empresas.

As autoridades disseram que um corpo foi encontrado nos arredores, mas não podia relacioná-lo aos tiros, pois as investigações ainda estão em andamento. A polícia acrescentou que coletou provas dentro do prédio, mas afirmou que não poderia comentar sobre os motivos do suspeito ou seu histórico.

Na Suíça, dois terços dos 8,3 milhões de habitantes se identificam como cristãos. Mas o país tem registrado um aumento na população muçulmana, que chegou a 5%, com a entrada de imigrantes da antiga Iugoslávia.

Em 2009, uma votação nacional apoiou a proibição constitucional à construção de novos minaretes – torres existentes nas mesquitas de onde os muçulmanos são chamados para as orações. 

Os disparos ocorreram dentro de um centro islâmico de Zurique, onde os fiéis podem se reunir e orar, destacou a polícia a uma jornalista da TV pública RTS, que estava no local.

A Suíça tem uma antiga tradição que permite aos homens manterem seus fuzis após terminarem o período compulsório de serviço militar, o que explica a elevada taxa de proprietários de armas no país de 8,3 milhões de pessoas.

A Federação de Organizações Islâmicas na Suíça disse que o centro de orações não era um de seus filiados, por isso não tinha como fornecer informações. O Conselho Central Islâmico da Suíça, que também abriga vários centros de orações, não estava disponível para dar informações. / COM REUTERS

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