Atirador do Arizona se declara culpado e evita pena de morte

Em janeiro de 2011, Jared Loughner matou 6 pessoas e feriu 13, incluindo a deputada Gabrielle Giffords

TUCSON, EUA, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2012 | 03h02

O atirador de Tucson, no Estado do Arizona, declarou-se culpado ontem. O ataque realizado por Jared Loughner, em janeiro de 2011, durante um comício do Partido Democrata em um centro comercial, deixou seis mortos, incluindo uma menina de 9 anos e um juiz federal, e feriu gravemente 13 pessoas, entre elas a deputada Gabrielle Giffords.

Loughner foi preso no local. A Justiça, no entanto, declarou que ele sofria de transtornos psiquiátricos e não poderia ser julgado, razão pela qual um juiz ordenou que ele seguisse um tratamento para esquizofrenia até que estivesse apto ao julgamento.

Um ano depois de ser considerado incapaz, ele voltou ao tribunal ontem. Durante a audiência, o juiz Larry Burns quis saber se ele entendia as acusações pelas quais o Estado o condenaria. "Sim, eu entendo", respondeu o atirador.

Acordo. Em seguida, o juiz disse que Loughner é hoje uma pessoa diferente e está apto a ajudar seus advogados em sua defesa. Burns disse que ao observar Lougner não restam dúvidas de que "ele entende o que está ocorrendo".

Loughner, de 23 anos, responde por 49 acusações e se disse culpado de 19 delas. Pelos crimes que cometeu no massacre de Tucson, ele será sentenciado à prisão perpétua. Segundo o acordo feito entre a promotoria e a defesa, ele passará o resto da vida na prisão em troca de não ser condenado à morte.

A deputada democrata Gabrielle Giffords, que era uma das mais ativas defensoras dos direitos dos imigrantes no Arizona, ainda se recupera do tiro que levou na cabeça. A congressista foi submetida a uma cirurgia de emergência e passou semanas internada em um hospital.

No início do ano, Giffords anunciou que renunciaria ao cargo para continuar o tratamento e foi aplaudida de pé por colegas democratas e republicanos em sua última aparição no Congresso. / REUTERS e AP

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