Arizona Daily Star/AP
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Atirador do Arizona será ouvido nesta segunda

Deputada democrata alvo do ataque segue em estado crítico; acusado pode ser condenado à morte

Associated Press

10 de janeiro de 2011 | 08h53

PHOENIX - Jared Lee Loughner, o homem acusado de abrir fogo matar seis pessoas e ferir outras 14, entre elas uma deputada democrata, em um mercado no Arizona, será ouvido nesta segunda-feira, 10, em audiência marcada pela Justiça Federal dos EUA.

 

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Loughner, um americano de 22 anos e descrito como "perturbado e solitário", tentou matar a deputada Gabrielle Giffords enquanto ela participava de um evento em Tucson, no Arizona, região que representa na Câmara americana. Ele é acusado de homicídio e tentativa de homicídio.

 

Entre os mortos estão um juiz federal, um assessor de Gabrielle e uma menina de apenas nove anos. A deputada está internada em estado crítico, mas consegue se comunicar com mensagens simples. Ela recebeu um tiro na cabeça a menos de um metro de distância do atirador. Os outros feridos também recebem tratamento médico.

 

Sobre Loughner pesam uma acusação de tentativa de assassinato de um membro do Congresso, duas de homicídio contra empregados federais e duas de tentativa de homicídio de um empregado federal. Mais acusações devem ser impostas sobre o suspeito. Se condenado, ele pode ser sentenciado à morte.

 

A polícia fez buscas na casa de Loughner e reuniu pistas sobre o que teria motivado o crime. Segundo o tribunal que o acusa, ele havia entrado em contato com a deputada anteriormente. Buscas na casa dos pais do suspeito revelaram um envelope com um recado com as palavras "Eu planejei", "assassinato" e o nome da deputada perto do que parece ser a assinatura do atirador.

 

A polícia afirmou que o jovem tem "problemas mentais" e um "passado conturbado". Ex-colegas também disseram que Loughner é "obviamente perturbado" e uma pessoa solitária.

 

Antes do crime, o acusado divulgou diversos vídeos, fotos e mensagens antigovernistas em sites como o YouTube e o MySpace. Pouco tempo antes do ataque ele publicou um post na internet em que dizia: "Adeus, amigos. Queridos amigos, não fiquem bravos comigo".

 

Na tarde de domingo, o diretor do FBI confirmou que há indícios de que o suspeito teria participado, em 2007, de outro evento político liderado por Giffords. "O episódio foi um ataque contra nossas instituições e contra nosso modo de vida", afirmou.

 

Com informações da agência BBC.

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