Atirador do Canadá tinha motivação política, diz polícia

Homem gravou um vídeo, que está sendo analisado, antes de matar soldado canadense e invadir o Parlamento do país

O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 15h20

TORONTO - O homem que matou um soldado canadense e invadiu o prédio do Parlamento do país na semana passada fez um vídeo dele mesmo antes do crime, uma prova de sua motivação político-ideológica, disse a polícia em um comunicado no domingo.

O vídeo feito por Michael Zehaf-Bibeau está sendo analisado e ainda não pode ser divulgado, acrescentou a polícia.

Zehaf-Bibeau, de 32 anos, invadiu o Parlamento do Canadá com um fuzil na quarta-feira 22 após atirar e matar o cabo Nathan Cirillo em frente ao Monumento Nacional da Guerra. Ele foi morto pela polícia dentro do prédio. 

A polícia federal acredita que a faca que estava com Zehaf-Bibeau foi pega na casa de uma tia dele, mas acrescentou que ainda busca a origem da arma de fogo utilizada por ele. "É uma arma velha e incomum. Nós suspeitamos que ele pode ter, de forma semelhante, escondido a arma na propriedade (da tia), mas nossa apuração continua", informou o comunicado. 

Segundo a polícia, Zehaf-Bibeau havia trabalhado nos campos de petróleo de Alberta e utilizado o dinheiro que ganhou para financiar atividades que levaram ao ataque. Ele estava morando em um abrigo para desabrigados em Ottawa.

As interações de Zehaf-Bibeau com diversas pessoas nos dias anteriores ao ataque ainda estão sendo investigadas pela polícia, que quer saber se alguém contribuiu com ele ou facilitou a ação criminosa. 

A segurança no Canadá, país onde normalmente os procedimentos são mais tranquilos, tem sido firme nos últimos dias. Dois dias antes do atentado ao Parlamento, um homem descrito pela polícia como tendo ligações com o radicalismo islâmico atropelou dois soldados em Quebec com um carro, matando um deles. O agressor, Martin Rouleau, de 25 anos, foi morto pela polícia.

Os ataques, atribuídos pela polícia a cidadãos canadenses recém-convertidos ao Islã, aconteceram na mesma semana em que o governo enviou aviões de guerra adicionais ao Oriente Médio para participar da campanha da coalizão liderada pelos EUA de ataque aéreo contra militantes do Estado Islâmico (EI).

Autoridades canadenses prometeram manter o envolvimento na campanha militar apesar dos ataques e planejaram reabrir o prédio do Parlamento para o público nesta segunda-feira, 27, embora tenham dito que trancarão as portas durante a noite. /REUTERS

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