Karl Gehring,The Denver Post/AP
Karl Gehring,The Denver Post/AP

Atirador em fúria mata 12 e fere 59 ao abrir fogo em cinema do Colorado

Após lançar bombas de gás, universitário de 24 anos James Holmes disparou a esmo com fuzil AR-15 e pistolas

Gustavo Chacra, correspondente em Nova York,

20 de julho de 2012 | 21h57

NOVA YORK - Ao menos 12 pessoas morreram e 59 ficaram feridas, incluindo um bebê de 4 meses, ao serem alvo de um atirador pouco depois da meia-noite desta sexta-feira (horário local). O ataque ocorreu no início da exibição do novo filme do Batman em um cinema de Aurora, cidade de 325 mil habitantes na área metropolitana de Denver, no Colorado.

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As mortes chocaram a população americana, que parou para acompanhar as notícias sobre mais um episódio envolvendo atiradores solitários disparando indiscriminadamente contra inocentes. Ao redor do país, no mesmo instante do massacre, dezenas de milhares de pessoas também assistiam à pré-estreia de Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge.

O atirador foi identificado como James Holmes, de 24 anos, que estava abandonando o doutorado em neurociência na Universidade do Colorado. Ele foi detido quando caminhava na direção do seu carro no estacionamento de um complexo de cinemas de um shopping em Aurora, que fica a menos de 30 quilômetros da Escola Columbine, onde ocorreu um outro marcante massacre, em 1999, quando dois estudantes mataram 13 colegas.

De acordo com testemunhas, Holmes entrou no cinema com uma máscara contra gás, um colete e um capacete à prova de balas, além de protetor para as pernas. Caminhando normalmente, ele carregava um fuzil AR-15 e três pistolas, entre outras armas. Depois de lançar bombas de gás, começou a disparar contra os espectadores. Entre as vítimas, havia, além do bebê, pessoas de até 45 anos e vários membros das Forças Armadas americanas.

"Quando saímos do cinema, estava o caos. Jorrava sangue de uma menina. Havia marcas de balas nas costas de pessoas sangrando", disse Donovan Tate, uma das testemunhas, a uma rede de TV local. Na CNN, uma outra menina disse ter escapado por pouco depois de o atirador apontar a arma para sua cabeça. Jordan Crofter afirmou à imprensa que o atirador "parecia pronto para ir para uma batalha". "Ele estava andando normalmente e parecia ter prazer."

Outro espectador afirmou que por alguns instantes imaginou que a cena fizesse parte do filme. Segundo a testemunha Chandler Brannon, em relato para a agência de notícias Reuters, o ataque ocorreu 20 minutos depois de o filme ter começado. "Eu disse para a minha namorada se fingir de morta." Os dois escaparam sem ferimentos.

Depois de prender o atirador e socorrer as vítimas, a polícia interditou os arredores do apartamento onde Holmes viveria.

Até o início desta noite, um esquadrão antibomba tentava desmantelar com a ajuda de robôs uma série de explosivos sofisticados que haviam sido montados pelo atirador na residência.

De acordo com as investigações do FBI (a polícia federal dos EUA), Holmes agiu sozinho, sem cúmplices ou ligações com grupos terroristas. Sua família lamentou as mortes e pediu privacidade.

A Warner Bros, estúdio responsável pela produção filme, lamentou as mortes, mas disse que o filme continuará em cartaz. Emissoras de TV relataram e aumento na segurança dos cinemas dos EUA – assim como em outros países. O uso de máscaras nas salas foi proibido pela polícia. 

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