Atirador invade escola de Montreal, mata uma aluna e fere 19

Um homem armado usando um casaco militar preto abriu fogo dentro de uma escola do centro de Montreal, no Canadá, deixando ao menos um morto e 19 feridos - oito em estado crítico -, antes de ser morto pela polícia. Centenas de estudantes deixaram o Colégio Dawson em pânico após o início do tiroteio, alguns com marcas de sangue nas roupas. Cerca de 10 mil jovens estudam na escola.Segundo o porta-voz da polícia local, Ean Lafreniere, apenas um atirador invadiu a escola, e a busca por outros suspeitos já terminou. Relatos anteriores publicados na mídia canadense davam conta de que o incidente poderia ter sido provocado por até três homens. Segundo a rede de TV canadense CBC, a polícia local chegou a informar que dois atiradores haviam morrido e o terceiro estava sendo procurado.Embora inicialmente a polícia tenha sugerido que o atirador se suicidou, Lafreniere desmentiu a versão durante uma coletiva de imprensa. "Baseado nas informações atuais, o suspeito foi morto pela polícia".Imagens da CBC mostraram policiais fortemente armados vasculhando o prédio. Um corpo coberto por um lençol amarelo - provavelmente do atirador - também pôde ser visto próximo a um carro da polícia estacionado na frente da escola.Ainda de acordo com a rede de TV, paramédicos confirmaram que 20 pessoas foram levadas para os hospitais locais. Alguns tinham ferimentos a bala, enquanto outros estavam em estado de choque. No início da noite, autoridades informaram que um das vítimas morreu devido aos ferimentos.Segundo fontes do Hospital Geral de Montreal, 11 pessoas deram entrada no centro médico, incluindo seis em está crítico. Dois destes feridos permaneciam em condições graves, enquanto os outros quatro estavam estáveis.Três vítimas foram levadas para o Hospital Jean Talon e o restante para o Hospital Geral Israelita.Segundo a polícia, o motivo do tiroteio permanece desconhecido. "Até onde sabemos, (o crime) não teve conotação racista ou ligação com o terrorismo", disse o chefe da polícia de Montreal, Yves Delorm.TestemunhasSegundo o estudante Devansh Smri Vastava, o atirador, que usava um corte de cabelo igual aos dos índios mohawk, invadiu a cantina da escola com um "grande rifle" e deu aproximadamente 20 tiros."Ele simplesmente começou a atirar contra as pessoas", disse o estudante. Ainda de acordo com ele, professores saíram gritando pelos corredores para que os alunos deixassem o prédio. "Foi horripilante. O cara começou a atirar contra as pessoas aleatoriamente", completou.Derick Osei, de 19 anos, também viu o atirador cara a cara, quando descia uma das escadarias do colégio. "Ele começou a atirar em nossa direção. Eu subi até o terceiro andar, e quando olhei para baixo, ele continuava atirando", disse Osei. "Ele estava escondido atrás das máquinas de refrigerante. Quando saiu, começou a apontar a arma e apontou para mim. Eu subi correndo as escadas... Vi uma garota ser atingida na perna."Uma equipe da Swat e unidades caninas vasculharam todos os andares do colégio, atrás de mais vítimas.Dois shoppings centers próximos à escola também foram evacuados. O pior tiroteio em massa do Canadá também ocorreu em Montreal, em 1989. No incidente, o atirador Marc Lepine matou 14 mulheres na Escola Politécnica da cidade, e depois suicidou-se.Texto atualizado às 23h27

Agencia Estado,

13 de setembro de 2006 | 15h32

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